Atividades Pré-Congresso
As atividades acontecerão no período pré-congresso, dias 15 e 16 de setembro de 2026, e estão distribuídos em turnos - manhã e/ou tarde.
Locais - Clique em "+ detalhes" para verificar o local e mais informações da atividade selecionada:
- UFAM - Universidade Federal do Amazonas - Av. General Rodrigo Octavio Jordão Ramos, 1200 - Coroado I.
- UEA - Escola Superior de Ciências da Saúde (ESA) - Av. Carvalho Leal, 1777 - Cachoeirinha
É possível cada congressista escolher mais de uma atividade, desde que não sejam oferecidas no mesmo dia e no mesmo turno, levando em consideração todas as atividades pré-congresso.
CURSOS
Todos os cursos têm vagas limitadas, que serão preenchidas mediante confirmação da inscrição e do pagamento.A participação nos cursos é condicionada à inscrição no Congresso. Caso ainda não tenha se inscrito, clique aqui.
Após o pagamento da inscrição do congresso, o menu Inscrição em Cursos estará disponível em sua área restrita para que possa escolher o(s) curso(s) que deseja participar.
Valores: O custo de cada curso é de R$10,00 para associados da ABRASCO e representantes de Movimentos Sociais e de R$15,00 para não associados.
Certificado: Será emitido certificado de participação aos inscritos nos cursos que comparecerem e assinarem a lista de presença nos respectivos turnos. O certificado será disponibilizado na área restrita do congressista em até 7 dias após a realização do congresso.
Importante: Selecione de uma única vez todos os cursos que deseja participar.
A inscrição e o pagamento poderão ser realizados até o dia 04/09/2026. Após essa data, não será mais possível realizar a inscrição, e não serão aceitas inscrições no local.
OFICINAS/REUNIÕES/ENCONTROS/FÓRUNS/SIMPÓSIO
Inscrição: Clique em “+ detalhes” para saber como se inscrever na atividade.Valores: a inscrição nas oficinas, reuniões, fóruns, encontros e simpósios é gratuita.
Certificado: A emissão é de responsabilidade do/a coordenador/a da atividade.
Local: Psicologia - 1º andar - Auditório Sala 11 (80 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: agpopsus@agenciasus.org.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Breve descrição - Este encontro propõe um espaço de diálogo horizontal entre a gestão da AgSUS e de movimentos sociais populares. A atividade foca na governança compartilhada do Programa AgPopSUS, compreendendo o território não como um espaço abstrato, mas onde a vida e a resistência produzem saúde. O debate foca na construção de mecanismos de que respeitem a autonomia das bases, transformando a institucionalidade pública em
para a ""leitura do mundo"" (Paulo Freire) e para a soberania dos povos e territórios.
Objetivo - Debater a governança do projeto sob a ótica da democracia participativa, ajustando os fluxos de trabalho e a articulação entre instâncias para que a gestão sirva ao fortalecimento dos territórios.
Justificativa -
O AgPopSUS é uma estratégia que une a estrutura do Estado à sabedoria das lutas populares para produzir cuidado. A realização deste encontro justifica-se pela necessidade de consolidar um modelo de gestão pública que integre a institucionalidade à capilaridade e ao saber prático dos movimentos sociais.
Local: FEFF - Térreo - Auditório Guilherme Nery (120 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO: preencha o formulário no link: https://forms.office.com/r/jgCQ0JqvRx
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Este encontro é uma proposta do GT de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva que, no decurso do ano de 2025 empreendeu, de forma coletiva, um mapeamento das (os) indígenas nutricionistas que atuam no Brasil, em parceria com o GT de Saúde Indígena da Abrasco e Sistema CFN/CRN, SESAI/MS e SESAN/MDS. A inclusão de indígenas nutricionistas nos sistemas de cotas é recente e não há registros de mapeamento nacional. O objetivo do mapeamento foi ampliar a visibilidade destas(es) profissionais como também compreender os percursos de formação e atuação e contribuir para a construção de políticas e ações mais potentes, justas e representativas. Para tanto, foi aplicado um formulário eletrônico em uma ação conjunta com as parcerias para alcançar as(os) indígenas nutricionistas que atuam no território brasileiro. Esse processo inicial teve 73 respostas e os resultados estão em análise para posterior divulgação A segunda fase será a realização de oficinas com o intuito de aprofundar junto às indígenas a discussão sobre o processo de formação e de atuação profissional. Deste modo, o objetivo deste encontro será contemplar a fase 2 deste movimento com uma roda de conversa/grupo focal reunindo indígenas nutricionistas no Congresso. Intenciona-se reunir propostas que possam ser apresentadas às instituições formadoras referentes tanto a formação de indígenas no curso da nutrição quanto a formação de nutricionistas no tema da saúde indígena, sendo o congresso da ABRASCO um dos espaços mais representativos para promover tal atividade no contexto das discussões sobre ciências humanas e sociais em saúde.
Local: UEA - 1º andar (COREMU) - Sala Labtecs (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O fórum “Epistemologias do cuidado: um olhar afrolatinoamericano” propõe uma reflexão crítica sobre os modos de produzir conhecimento e tecer cuidados a partir de outras matrizes, como a do pensamento negro latino-americano, tensionando as bases eurocêntricas que historicamente estruturam a ciência e as perspectivas de produção do cuidado.
O encontro se articula em três eixos. O primeiro traz brevemente uma crítica às epistemologias eurocêntricas e a valorização de saberes situados, corporificados e ancestrais. No segundo, questiona-se os significados de cuidado, procurando ampliar compreensões como prática política, relacional e comunitária, que ultrapassam a dimensão técnica e biomédica. Por fim, serão apresentadas experiências da Comunidade Renascer, assentamento liderado por mulheres negras no interior de São Paulo, evidenciando formas coletivas de organização, resistência, produção de saúde e modos de estar no mundo.
O objetivo é ampliar o debate sobre cuidado na saúde coletiva, reconhecendo epistemologias negras latino-americanas como centrais para a construção de práticas legítimas e emancipatórias.
Identificando na diáspora uma experiência histórica comum, nossa discussão trará referências do pensamento latino americano a partir de campos diversos como Lélia Gonzales, Beatriz Nascimento, Leda Maria Martins, Antônio Bispo dos Santos, Milton Santos, Édouard Glissant.
Público: Destina-se a estudantes, pesquisadores, profissionais da saúde e das ciências sociais, bem como integrantes de movimentos sociais interessados em perspectivas decoloniais do cuidado.
Dinâmica dos encontros: Na primeira hora, haverá breve exposição teórica a partir dos eixos descritos. A segunda parte será um momento interativo, mediado pelos coordenadores do fórum, para construção conjunta de diálogos e novas compreensões.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 1 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://forms.gle/D2m9dakuSpe4a9Q59
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Propomos uma oficina com trabalhadoras/es do SUS, estudantes, pesquisadoras/es e lideranças que reflete sobre a formação em saúde para atuar com a população em situação de rua (PSR) na Atenção Primária em Saúde (APS). Elaborada a partir das diferentes experiências profissionais das/os proponentes, incluindo equipes de Consultório na Rua e apoio Técnico da APS, bem como a atuação da assessoria Técnica de Saúde da PSR na Secretaria de Atenção Primária do Ministério da Saúde, além de instituições formadoras, como a UFF e UFPR. Através de diálogos interinstitucionais, transversalizamos os temas Cuidado no território, Formação e Gestão através das reuniões do projeto de extensão: Educação em saúde, cuidado e produção de informações com pessoas em situação de rua.
O objetivo é promover uma construção coletiva analisando a produção de saberes e práticas de cuidado construídas com a PSR discutindo seu reconhecimento e incorporação pelas instituições formadoras e pelos serviços de APS. Nossa pergunta norteadora é: Quais práticas de cuidado as/os trabalhadoras/es desconhecem? Esta pergunta se desdobra em três estações temáticas provocativas: formação, território e gestão.
Partimos da hipótese que a PSR cuida de si e de seus pares, e o cuidado com as pessoas na rua mobiliza saberes para além daqueles construídos na formação em saúde tradicional. Iniciaremos com mística inicial, acolhimento e reconhecimento dos participantes. Em seguida, apresentaremos itens provocativos segundo as estações temáticas: situações problema, mapas da RAPS, causos disparadores. Dividiremos os grupos por estação temática, e por fim, promoveremos um debate geral.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 2 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: pesquisa.afirmativas@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina propõe um espaço participativo de reflexão crítica e construção coletiva de estratégias para o fortalecimento das ações afirmativas na pós-graduação em Saúde Coletiva, articulando interseccionalidade, interculturalidade e justiça social. Parte-se do reconhecimento das desigualdades estruturais que atravessam raça, território, classe social, gênero, identidade trans, deficiência e pertencimento étnico, impactando o acesso, a permanência e a produção científica nos programas de pós-graduação. Em diálogo com o tema do Congresso, especialmente no que se refere à interculturalidade, aos territórios e à democratização do conhecimento, a oficina problematiza como os espaços acadêmicos podem reproduzir ou enfrentar assimetrias históricas e institucionais. A metodologia será participativa e organizada em quatro momentos integrados: inicialmente, uma dinâmica de sensibilização com elementos ficcionais inspirados em escrevivências, apresentando narrativas que expressem experiências de exclusão, resistência e permanência na pós-graduação; em seguida, uma exposição dialogada fundamentada em estudos nacionais sobre políticas afirmativas e políticas de permanência; posteriormente, trabalho em grupos para identificação de barreiras institucionais e elaboração de estratégias de acesso e permanência; por fim, sistematização coletiva das proposições construídas. O público-alvo inclui docentes, discentes de pós-graduação, gestores acadêmicos, pesquisadores, profissionais do SUS e representantes de movimentos sociais interessados na construção de políticas acadêmicas mais inclusivas e territorialmente comprometidas.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 9 (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: talita.rosa@einstein.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O acesso ao rastreamento organizado do câncer permanece um grande desafio em áreas remotas da Amazônia, particularmente nos chamados “territórios líquidos”, onde os rios constituem o principal meio de transporte e o acesso aos serviços de saúde depende de deslocamentos fluviais ou aéreos. Esses desafios são ainda mais complexos devido à diversidade sociocultural e linguística, marcada pela presença significativa de povos indígenas e por distintas formas de organização da vida comunitária. Nesse contexto, as territorialidades do cuidado, as relações entre populações e serviços de saúde e as desigualdades no acesso influenciam diretamente as possibilidades de organização do rastreamento na atenção primária à saúde, que requer estratégias de implementação sensíveis ao contexto e orientadas pela equidade.
A oficina inclui dois painéis seguidos de uma oficina participativa.
O Painel 1 apresenta evidências qualitativas sobre acesso, cobertura e organização do rastreamento, baseadas em entrevistas e indicadores de rotina que examinam a oferta de serviços em contextos remotos da Amazônia.
O Painel 2 apresenta a estratégia DETECTA-APS como um caminho de implementação para traduzir diretrizes nacionais em práticas de atenção primária adaptáveis ao contexto.
A oficina envolve os participantes em uma atividade de cocriação, voltada a discussão situações-problema e construirão coletivamente estratégias para enfrentar barreiras territoriais e socioculturais ao rastreamento organizado em contextos remotos, fluviais e interculturais. Após esta oficina, participantes compreenderão como contextos socioculturais diversos e territórios amazônicos de acesso predominantemente fluvial influenciam o rastreamento organizado na APS, analisarão barreiras e facilitadores e cocriarão estratégias adaptáveis. Destina-se a gestores, profissionais da APS, pesquisadores e formuladores de políticas.
Local: FEFF (Bloco C) - andar - Sala de aula 2 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: enfrentamentocovid19favelasrj@fiocruz.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Injustiça climática e racismo ambiental ampliam os processos de vulnerabilização dos grupos populacionais que vivem em favelas, comunidades urbanas e periferias. A promoção de territórios saudáveis e sustentáveis opera como prática de resistência e solidariedade com base na participação social de Organizações da Sociedade Civil (OSC), de base territorial, as quais apontam para inequidades no campo da saúde e como o racismo ambiental impacta seus territórios e seus corpos de forma severa. A construção de estratégias que incorporem favelas, comunidades urbanas e a periferia no centro do debate sobre justiça climática, acesso a direitos e saúde é mecanismo para a ampliação da democracia. O Plano Integrado de Saúde nas Favelas do Rio de Janeiro foca na ampliação da participação social em saúde. A partir de demandas específicas, as OSC, de base territorial, desenvolvem tecnologias sociais que buscam o enfrentamento às desigualdades, produzindo ciência em seus territórios. Diante do investimento de recurso financeiro público, pode-se observar práticas de promoção. A oficina, em parceria entre o Plano Integrado de Saúde nas Favelas RJ da Fiocruz e Laboratório de Direito à Cidade e Territórios da UFRJ, buscará promover um debate acerca da construção de políticas públicas em saúde a partir dos conhecimentos desenvolvidos em territórios de favela e nas comunidades urbanas do Brasil, com foco no levantamento de estratégias difusas e replicáveis em territórios diversos, marcados por processos históricos e estruturantes de vulnerabilização e práticas instituintes de solidariedade e pluralidade de vida.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 2 (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: proadess@icict.fiocruz.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Essa oficina tem como objetivos explorar e debater possibilidades e limitações na construção de indicadores para avaliação do desempenho da Atenção Primária à Saúde. Destaca especialmente a determinação e os determinantes da saúde, no intuito de apoiar a redução das inequidades em escalas locais e regionais e nos mais diversos territórios. Parte-se do constructo teórico e metodológico do Projeto de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (PROADESS - www.proadess.icict.fiocruz.br) como fio condutor para a realização da oficina. O Proadess, desde 2003, apresenta uma proposta de avaliação pautada pela concepção legal do SUS, seus objetivos e prioridades, a partir da construção de uma matriz de dimensões e subdimensões que considera o contexto político, social, econômico e a conformação do sistema de saúde. Essa matriz é composta por quatro grandes dimensões (determinantes da saúde, condições de saúde da população, sistema de saúde e desempenho dos serviços de saúde) e suas respectivas subdimensões, tendo a equidade como um eixo transversal às dimensões avaliativas. Seu uso no planejamento e gestão das políticas públicas em saúde pode contribuir para um aperfeiçoamento da avaliação em saúde e na redução de desigualdades e iniquidades. Assim, pretende reunir profissionais da Atenção Primária à Saúde (APS), além de estudiosos de questões relacionadas à APS, que possam contribuir à reflexão sobre possibilidades e limitações da avaliação do desempenho deste nível de atenção para além da gestão local e das equipes, no intuito de abordá-la em nível municipal, regional, estadual e nacional.
Local: UEA - Prédio ANEXO - 1º andar - Sala de aula ProEnSP (30 pax)
Vagas: 30
INSCRIÇÃO: preencha o formulário no link: https://forms.gle/SeVdzeaRSovB7Qi87
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Oficina de Gestão da Integralidade do Cuidado propõe-se a discutir questões concernentes aos saberes e práticas no cotidiano dos atores no território, principalmente na elaboração de respostas para atender as demandas, com base nas múltiplas identidades. Entendemos que a efetivação do direito à saúde, como direito humano ao cuidado, requer o diálogo intersetorial na gestão da integralidade do cuidado no sentido de compreender essas relações como fruto de construções coletivas e democráticas entre diferentes setores do Estado e da Sociedade. No contexto de neoliberalismo progressista, promover uma análise crítica sobre as práticas e saberes dos sujeitos em suas dimensões ético-político-educativas, que observe as questões de gênero, raça, idade e classe, envolvendo usuários, gestores e profissionais, em especial no território amazônico, pode gestar articulações para superação da fragmentação e assegurar a integralidade e continuidade da atenção à saúde. Diante do tema central do congresso “Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”, esta proposta se alinha ao compromisso com os direitos humanos e o enfrentamento das desigualdades estruturais que impactam a saúde de grupos específicos e historicamente vulnerabilizados. A metodologia será participativa, envolvendo rodas de conversa, atividades em grupo e análise de situações-problema, buscando articular políticas setoriais no atendimento das demandas, nas quais as identidades lutam por direitos. Compreende-se que a oficina será um momento potente de construção e produção de novos saberes e práticas transformadoras, de natureza inclusiva, com novos padrões de institucionalidades e valores humanistas
Local: UEA - 1º andar - SALA PPGSC02 (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: orismurb@ufba.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Pesquisas em serviços de saúde frequentemente enfrentam desafios relacionados ao acesso e manejo de dados, sobretudo, quando se trata de dados sensíveis, como os prontuários clínicos. O trabalho de campo nos serviços pode produzir tensões, além de suscitar dúvidas sobre sigilo, uso das informações e organização da produção de dados. Nas Ciências Sociais em Saúde isso é ainda mais evidente, visto que se reconhece o caráter situado da produção do conhecimento e a implicação dos pesquisadores em seus objetos de estudo, de modo que a investigação envolve negociações, estranhamentos e disputas em torno dos sentidos e usos das informações no cotidiano dos serviços. Portanto, a elaboração de dispositivos organizadores das rotinas de pesquisa é um meio para assegurar rigor metodológico, transparência e diálogo com os serviços. Esta oficina apresenta e discute a construção de um procedimento operacional em uma pesquisa sobre racismo e saúde mental em um serviço universitário de saúde. A oficina objetiva refletir sobre o uso de ferramentas metodológicas em pesquisas com dados sensíveis no campo das ciência sociais em saúde. A atividade incluirá discussão coletiva sobre a organização de rotinas de pesquisa, pactuação institucional e possibilidades de adaptação de instrumentos metodológicos a contextos diversos. Com base nessa discussão, será elaborado um documento com recomendações para elaboração e implementação de procedimentos operacionais em pesquisas, com foco naquelas que utilizam prontuários clínicos. A oficina está voltada para todas as pessoas interessadas em metodologias de pesquisa em serviços de saúde, produção de dados em saúde mental e iniquidades em saúde.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 4 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: psimoreiradoc@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Propomos uma vivência metodológica intitulada Cosmodrama de Caboclo, fundamentada em uma instalação artística afropindorâmica e que também é uma estratégia pedagógica (SANTOS, 2023). Esta prática busca abrir caminhos para uma travessia metodológica, ancorada nas cosmopercepções negroindígenas brasileiras, capazes de reorientar o cuidado à subjetivação que “reexiste” nos corpos dissidentes deste território e o processo de formação profissional.
A instalação do cosmodrama será montada no centro da sala. Ao redor dela, os participantes compõem uma roda — lugar circular que simboliza o tempo espiralar e convoca o coletivo à fala e à escuta. A obra artística convida os presentes a escutar com os olhos e ver com as mãos, numa provocação sensorial que aciona a memória afetiva, corporal e ancestral de cada pessoa.
O objetivo da oficina consiste em apresentar a pesquisa aterrada como uma possibilidade metodológica fundamentada nas cosmopercepções negroindígenas brasileiras, evidenciando seus fundamentos epistemológicos, éticos e comunitários na produção de conhecimento e no cuidado em saúde mental. Busca-se, com isso, provocar uma experiência sensível e reflexiva que permita aos participantes reconhecerem outras formas de construir ciência e formação profissional, orientadas pela memória ancestral, pela corporeidade e pela intersubjetividade presentes nos modos de existir afropindorâmicos.
Local: Biblioteca setorial SUL - 1º andar - Sala 5 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: tobiasrodrigo@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A região da Amazônia Legal apresenta desafios estruturais singulares para a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), relacionados às desigualdades territoriais, às condições de acesso aos serviços de saúde, à diversidade sociocultural e às transformações ambientais e climáticas que impactam diretamente os processos de saúde e doença. Nesse contexto, o campo da Saúde Coletiva, especialmente a área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS), tem papel estratégico na produção de conhecimento, na formação de quadros qualificados e na incidência sobre políticas públicas voltadas à garantia do direito à saúde.
Esta reunião tem como objetivo reunir representantes de programas de pós-graduação, centros de pesquisa e grupos acadêmicos da área de Saúde Coletiva da Amazônia Legal, com foco nas linhas de pesquisa vinculadas à área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde (PPGS), visando fortalecer a articulação regional e contribuir para a construção de uma agenda estratégica de desenvolvimento científico e institucional da área na região.
A iniciativa surge a partir da mobilização de instituições sediadas no Amazonas; Instituto Leônidas e Maria Deane / Fiocruz Amazônia (ILMD/Fiocruz Amazônia), Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (UFAM); em diálogo com o processo de construção do Plano Diretor da área de Política, Planejamento e Gestão em Saúde da Abrasco.
A atividade pretende promover um espaço de diálogo entre pesquisadores e instituições da região, favorecendo a identificação de desafios comuns, a construção de estratégias de cooperação acadêmica e científica e o fortalecimento da presença da Amazônia Legal nas agendas nacionais da Saúde Coletiva.
O público-alvo inclui docentes, pesquisadores, discentes de pós-graduação e gestores acadêmicos vinculados a programas de pós-graduação e centros de pesquisa da área de Saúde Coletiva.
Local: UEA - Prédio Administrativo - 3° andar - Auditório da ESA (50 pax)
ATENÇÃO: atividade será realizada nos dias 14/09 e 15/09
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: arodrigues.junior@uece.br
Carga horária: 16 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O Fórum de Coordenadores de Pós-Graduação em Saúde Coletiva, instituído em 2007 pela Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO), tem como objetivo promover a reflexão e compartilhamento de experiências e demandas relativas à formação de profissionais da área de saúde. Tornou-se ao longo do tempo um espaço de discussões acerca do ecossistema da ciência, tecnologia, educação e saúde no Brasil, assim como um lócus de resistência do campo para proteção e promoção do ensino em saúde e defesa do Sistema Único de Saúde. Ele é realizado em duas edições anuais e busca-se agregá-lo aos mais importantes congressos do campo da Saúde Coletiva, visto que é voltado para os coordenadores dos 100 Programas de Pós-graduação acadêmicos e profissionais da área. Salienta-se que no 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde será um espaço utilizado para o desenvolvimento do Planejamento estratégico do Fórum, em construção desde 2025, além de discussões acerca da Avaliação Quadrienal da Pós-graduação brasileira, implementada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES). Nesse âmbito, o foco principal será a ficha de avaliação e os desafios da gestão da pós-graduação para a qualificação contínua da formação na área nos quesitos: Programa; Formação e Produção Intelectual; Impacto (local, regional, nacional e internacional).
Local: Psicologia - 3º andar - Sala Projeto Maria Jiquitaia (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: camilahuanca1@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Este fórum pretende reunir representantes de instituições de ensino, serviços de saúde, redes de pesquisa e movimentos sociais para debater estratégias de formação em saúde digital no SUS. A atividade busca refletir sobre a construção de redes interinstitucionais de aprendizagem capazes de integrar ensino, serviço, pesquisa e participação social. Serão discutidos desafios relacionados à formação interprofissional, à cooperação entre universidades e serviços de saúde, à produção de conhecimento em rede e à inclusão de diferentes saberes e experiências territoriais na construção de políticas públicas. A metodologia será baseada em diálogo aberto entre os participantes, com breves apresentações iniciais seguidas de debate coletivo. O fórum pretende fortalecer a articulação entre iniciativas de formação e pesquisa no campo da saúde digital, contribuindo para o desenvolvimento de estratégias colaborativas que ampliem a capacidade institucional do SUS para enfrentar os desafios contemporâneos.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 1 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público Alvo:
Profissionais e trabalhadores da saúde das esferas federal, estadual e municipal, bem como integrantes de movimentos sociais, pesquisadores e estudantes de graduação e pós-graduação interessados em temas relacionados a desastres, mudanças climáticas, avaliação de respostas e fortalecimento das capacidades institucionais do Sistema Único de Saúde (SUS).
Ementa:
A intensificação de desastres climáticos, emergências em saúde pública e crises socioambientais tem exigido do SUS a necessidade de respostas rápidas, coordenadas e sensíveis às realidades territoriais. Nesse contexto, a Avaliação Pós-Evento (APE) consolida-se como metodologia estratégica para analisar a resposta institucional a emergências, identificar lições aprendidas e orientar o aprimoramento contínuo das políticas e práticas de gestão do risco e da resposta no setor saúde.
O minicurso aborda os fundamentos conceituais, metodológicos e operacionais da Avaliação Pós-Evento (APE) aplicada a emergências em saúde pública. Parte da compreensão das emergências como fenômenos socioambientais complexos, que exigem respostas intersetoriais, territorializadas e orientadas pela equidade e enfrentando as invisibilidades históricas na produção da informação em saúde. Com isso apresenta a metodologia quali-quantitativa utilizada como ferramenta de valorização de diversos saberes. Serão discutidas experiências de aplicação do método em diferentes contextos nos três niveis de organização do SUS, incluindo eventos relacionados a desastres climáticos, como chuvas intensas no Rio Grande do Sul, seca extrema e queimadas na Região Norte e eventos extremos em municípios atingidos por ciclones. Essas experiências ilustram o potencial da APE para fortalecer a governança da resposta, qualificar processos decisórios, aprimorar a comunicação de risco e promover a integração intersetorial.
De natureza aplicada e participativa, o minicurso utilizará exposição dialogada, análise de casos e exercícios orientados para demonstrar as etapas de planejamento, condução e sistematização de uma APE. A proposta busca contribuir para o desenvolvimento de capacidades institucionais no SUS.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 5 (50 pax)
Vagas: 25
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Gestores e técnicos das secretarias de saúde, profissionais do SUS, pesquisadores, docentes e estudantes das áreas de saúde coletiva, economia da saúde, gestão e políticas públicas, além de interessados na produção e uso de evidências para o fortalecimento da gestão do sistema de saúde.
Ementa:
A crescente complexidade dos sistemas de saúde, intensificada por desafios ambientais, territoriais e sociais, exige o fortalecimento de capacidades analíticas para subsidiar a tomada de decisão no Sistema Único de Saúde (SUS). Nesse contexto, a Economia da Saúde tem se consolidado como campo estratégico para apoiar o planejamento, a alocação eficiente de recursos e a avaliação de políticas públicas. No Brasil, os Núcleos de Economia da Saúde (NES) surgem como espaços institucionais que apoiam a tomada de decisão dos gestores com base em dados e informações provenientes de ferramentas da Economia da Saúde. Além de produzirem e disseminarem análises econômicas aplicadas à gestão do SUS, articulando conhecimento técnico, gestão pública e realidade territorial.Este minicurso apresenta o estado da arte da institucionalização da Economia da Saúde no país, com destaque para a experiência dos NES e para a Rede de Economia e Desenvolvimento em Saúde (Rede ECOS) como estratégia de articulação, cooperação e compartilhamento de conhecimento entre gestores, pesquisadores e profissionais do SUS. Em diálogo com o tema do congresso — “Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios” —, o minicurso discutirá como ferramentas da economia da saúde podem contribuir para a compreensão das desigualdades regionais, dos impactos socioambientais na saúde e da necessidade de decisões baseadas em evidências sensíveis às especificidades territoriais. A metodologia combinará exposição dialogada, apresentação de experiências concretas dos NES e discussão orientada com os participantes sobre possibilidades de implementação e fortalecimento desses espaços nos territórios. Ao final, espera-se ampliar o conhecimento sobre o papel da Economia da Saúde na gestão pública e estimular a formação de redes colaborativas voltadas ao fortalecimento do SUS.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 6 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Trabalhadores do SUS, gestores de saúde, lideranças de movimentos sociais,
estudantes de saúde coletiva e pesquisadores de ciências sociais.
Ementa:
O minicurso analisa a relação entre políticas públicas e educação popular na América Latina, fundamentado na pesquisa da Escola Nacional Paulo Freire e Fundação Rosa Luxemburgo(2025). A proposta inova ao sistematizar a Educação Popular não apenas como prática pedagógica, mas como método de governo (PONTUAL, 2017) capaz de reorientar a gestão pública. O conteúdo articula os achados da pesquisa internacional com a implementação prática do Programa AgPopSUS (Portaria GM/MS 1.133/2023), respondendo aos desafios de interculturalidade e conexão com os territórios propostos
compreender a Educação Popular como estratégia de gestão participativa e fomento ao
protagonismo social na saúde, a partir do diálogo entre a práxis latino-americana e a
execução do programa em diferentes contextos regionais. Especificamente, o curso visa
analisar as tendências do trabalho sociocomunitário continental, discutir os desafios
metodológicos do AgPopSUS e refletir sobre a importância da escuta dos territórios na
construção de políticas de saúde. Metodologicamente, a atividade pauta-se no diálogo
de ‘Círculos de Cultura‘, com carga horária de 12h dividida em três momentos: exposições
dialogadas sobre o panorama latino-americano; oficinas de análise de casos reais da
do programa (incluindo a articulação AgSUS, Fiocruz e movimentos sociais); e construção
coletiva de estratégias para o fortalecimento da participação popular nos territórios dos
participantes. A proposta destaca-se por sua natureza interinstitucional e seu compromisso
com a democratização das políticas de saúde.
Conteúdo Programático (Sugestão para 08h)
● Unidades
Unidade I: Origens e atualidade da Educação Popular na América Latina (Pochmann, Freire, Pontual).
Unidade II: O Estado e a Participação Social: O desenho do AgPopSUS.
Unidade III: Gestão Compartilhada: O papel da AgSUS e da Fiocruz na
capilarização da política.
Unidade IV: Interculturalidade e Território: Lições da prática e novos caminhos para
a participação.
● Bibliografia
BRASIL. Ministério da Saúde. Portaria GM/MS nº 1133, de 16 de agosto de 2023.
Institui o Programa de Formação de Agentes Educadoras e Educadores Populares de
Saúde- AgPopSUS.
BRASIL. Ministério da Saúde. Política Nacional de Educação Popular em Saúde
no âmbito do Sistema Único de Saúde (PNEPS-SUS). Brasília: Ministério da Saúde,
2013.
FUNDAÇÃO ROSA LUXEMBURGO. Políticas Públicas, Trabalho
Sociocomunitário e Educação Popular na América Latina: Resumo Expandido do
Relatório Final. São Paulo, 2024.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Esperança: um reencontro com a Pedagogia do
Oprimido. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.
PONTUAL, Pedro. Educação popular e incidência em políticas públicas. Revista
e-Curriculum, São Paulo, v. 15, n. 1, 2017.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo, razão e emoção. São
Paulo: EDUSP, 1996.
POCHMANN, Marcio. Declínio da vida em sociedade: o Brasil no início do século
XXI. São Paulo: Ideias e Letras, 2024.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 8 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Estudantes, pesquisadores, movimentos sociais, ativistas,gestores e profissionais de saúde
Ementa:
Construir pesquisas participativas avaliativas sobre práticas de cuidado, significa assumir um posicionamento epistemológico como um processo transformador, emancipatório e democrático, a ser desenvolvido no diálogo e no respeito à pluralidade humana no seu duplo aspecto de igualdade e distinção. A Educação Popular, explicitada aqui como concepção ético-política e como esteio teórico da abordagem científica, possui histórico consolidado na orientação de iniciativas de produção do conhecimento participativas e dialógicas, o que, nos últimos anos, vem se ampliando em diferentes grupos de pesquisa e setores acadêmicos no Brasil e internacionalmente, como também em projetos de pesquisa e avaliação protagonizados por movimentos sociais. Com o apoio de conteúdos reflexivos críticos inspirados nas obras de Hannah Arendt e Paulo Freire, discutiremos as três funções que a compõe quais sejam: a) ACADÊMICA - fundamentada em bases teórico-metodológicas e devolutiva de resultados; b) SOCIAL- de promover a organização social e a construção da cidadania; c) ARTICULADORA - do saber e do fazer da universidade com a sociedade Como dinâmicas aposta-se em apresentação dos temas de forma dialogada, com possibilidade de escuta de experiências dos cursistas, reflexões e sistematização. Articular estratégias de tomada de decisões e ajuizamento e avaliação do agir em saúde na reafirmação da saúde como uma questão democrática e cidadania do cuidado constitui contribuições profícuas para o campo das Ciências Sociais e Humanas (ensino, participação e formação em saúde). Espera-se apontar, durante o minicurso, abordagens coerentes com a construção compartilhada do conhecimento e da ação social, aplicada e implicada na avaliação de políticas públicas e processos sociais e políticos
Local: Psicologia - 2º andar - Auditório da Pós Graduação (80 pax)
Vagas: 80
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público Alvo:
Estudantes, profissionais, gestores, professores e militantes da área de saude coletiva
Ementa:
Vivemos um momento de franca ascenção da questão racial no debate público e na academia. Esse fenômeno tem expressões na saúde, diversificando ou subvertendo a produção intelectual no campo. Sob o paradigma das relações raciais e a partir da apropriação dos conceitos de racismo estrutural, pacto de branquitude e contrato racial, este minicurso se propõe a analisar os modos como e mecanismos a partir dos quais se constroem as desigualdades em saúde, seja ela tomada como conjunto corporificado das condições de existência de pessoas e populações ou como arranjo político e organizacional para atender às necessidades em saúde de diversos grupos. Embora os efeitos da discriminação sejam evidentes, explicitados por desigualdades abissais, estas, constantemente denunciadas por estudos científicos, estatísticas de Estado e movimentos negros organizados, os mecanismos que o regem são pouco discutidos na literatura da área e frequentemente obliterados. Este minicurso tem como objetivo elucidar os modos como operam: sob uma lógica dialética e negativa. Essa elipse sob a qual a discriminação opera, própria da branquitude, é sustentada pelas instituições sob regras, normas e outras formas institucionais burocratizadas, nas quais encontram meios de se perpetuar sem revelar-se como exclusão racial. Suplantando a ênfase na discriminação interpessoal e o conceito de racismo institucional como abordagem hegemônica para análise das questões raciais na saúde, o minicurso apresenta uma proposta analítica da perspectiva da branquitude, como forma de dar visibilidade à dominação, que é observada no engendramento entre os planos individual, institucional e político e estrutural.
Local: ICB 01 - 3º andar - Auditório Altair Fernandes (160 pax)
Vagas: 100
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público Alvo:
Farmacêuticos, estudantes de farmácia e saúde coletiva, profissionais da atenção básica e pesquisadores interessados em saúde LGBTQIA+
Ementa:
Conceitos fundamentais de gênero e sexualidade aplicados à saúde. Farmacologia da hormonioterapia de afirmação de gênero: supressão androgênica, estrogenioterapia e terapia com testosterona. Protocolos clínicos, vias de administração e manejo de efeitos adversos. Monitoramento laboratorial e segurança do paciente. O papel do farmacêutico no acolhimento, na adesão terapêutica e na navegação dos itinerários terapêuticos no SUS. Discussão de casos clínicos focados na realidade brasileira.
Local: Biblioteca setorial SUL - Térreo - Auditório (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público Alvo:
Profissionais da saúde, do direito e do serviço social
Ementa:
Este minicurso propõe uma reflexão teórico-prática sobre os desdobramentos da reforma psiquiátrica brasileira nos sistemas de saúde e de justiça, com foco nos desafios contemporâneos da desinstitucionalização de pessoas historicamente internadas em manicômios judiciários. A discussão se insere no contexto das transformações impulsionadas pela Resolução nº 487/2023 do Conselho Nacional de Justiça, que instituiu uma política antimanicomial no âmbito do judiciário e orienta a substituição das internações por estratégias de cuidado territorial e comunitário.
A proposta dialoga com o tema do congresso ao enfatizar a importância de modelos de cuidado que promovam inclusão social, respeito à diversidade de trajetórias e fortalecimento das redes comunitárias de atenção psicossocial. A desinstitucionalização pode ser compreendida, nesse sentido, como parte de um esforço mais amplo de construção de ambientes sociais menos excludentes e mais sustentáveis.
Do ponto de vista metodológico, o minicurso combinará exposição teórica e atividades práticas, com momentos de debate e análise de estudos de caso. Serão abordados o contexto histórico das reformas sanitária e psiquiátrica no Brasil, o movimento da luta antimanicomial, o surgimento dos manicômios judiciários e os conflitos recentes em torno do seu fechamento e da implementação da Resolução CNJ nº 487.
Destinado a profissionais da saúde, do direito e do serviço social, o curso busca oferecer ferramentas conceituais e práticas para lidar com situações concretas de desinstitucionalização e reinserção social, destacando o papel das equipes de saúde no acolhimento e acompanhamento dessa população.
Local: CCA - Térreo - Sala Castanheira (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: labinterseccionalidades@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina propõe abordar, de forma teórico-reflexiva e vivencial, conceitos fundamentais relacionados às temáticas de gênero e sexualidade, com o objetivo de qualificar práticas de cuidado sensíveis, éticas e equitativas voltadas à população LGBTI+ em diferentes contextos institucionais e sociais, tais como serviços de saúde, instituições educacionais e espaços comunitários.
A proposta fundamenta-se em referenciais teórico-metodológicos provenientes dos transfeminismos e dos estudos interseccionais latino-americanos, articulados à perspectiva pedagógica dialógica inspirada em Paulo Freire. Tal abordagem busca promover um espaço formativo horizontal, baseado no diálogo, na troca de experiências e na construção coletiva do conhecimento.
A metodologia será desenvolvida por meio de rodas de conversa e dinâmicas participativas, nas quais serão mobilizados como dispositivos analíticos conceitos como transgeneridade, cisgeneridade, cissexismo, heteronormatividade, “cistema”, interseccionalidade, corporalidades e processos de (des)patologização das identidades e experiências de gênero e sexualidade. Esses conceitos servirão como base para problematizar práticas institucionais e refletir sobre estratégias de cuidado afirmativo e inclusivo.
Espera-se, com isso, fomentar a produção de práticas profissionais comprometidas com a promoção da equidade, o enfrentamento das violências e das violações de direitos e o fortalecimento das existências e das cidadanias LGBTI+.
O público-alvo inclui profissionais atuantes no Sistema Único de Saúde (SUS), profissionais da educação, pesquisadoras e pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação, bem como ativistas e integrantes de movimentos sociais interessados nas temáticas de gênero, sexualidade e direitos humanos.
Local: UEA - Prédio Administrativo - 4° andar - Mini auditório Telessaúde (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: filice@unicamp.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina é organizada pelo Research Committee 15 – Sociology of Health da International Sociological Association e objetiva criar espaço intergeracional e internacional de diálogo estruturado, mentoria qualificada e construção coletiva de estratégias de fortalecimento acadêmico de doutorandos(as) e jovens doutores(as). Pesquisadores(as) emergentes enfrentam desafios: refinamento e posicionamento de seus projetos nos debates internacionais, articulando agendas locais e regionais às discussões globais da Sociologia da Saúde; e desenvolvimento de estratégias concretas de publicação, construção de redes colaborativas duradouras e visibilidade acadêmica para públicos transnacionais. A oficina tem formato interativo, com troca horizontal de experiências, reflexão crítica sobre trajetórias acadêmicas e identificação de caminhos para inserção internacional. Busca-se valorizar a diversidade epistêmica, promover a inclusão de pesquisadores(as) de diferentes regiões e reconhecer as assimetrias que marcam a circulação acadêmica global. A proposta contribui para ampliar a pluralidade de perspectivas na Sociologia da Saúde e fortalecer redes mais equitativas de produção e circulação do conhecimento. Como resultados esperados, destacam-se: compartilhamento de estratégias de internacionalização, mapeamento de oportunidades de colaboração e constituição de uma rede informal de mentoria entre participantes. Em um contexto marcado pela intensificação da circulação global de ideias e, simultaneamente, pela persistência de desigualdades estruturais na produção e difusão do conhecimento, torna-se fundamental fortalecer a capacidade de pesquisa e as estratégias de disseminação internacional, especialmente para pesquisadores(as) situados(as) em contextos historicamente sub-representados.
Local: Psicologia - 2º andar - Sala supervisão 4 (20 pax)
Vagas: 20
INSCRIÇÃO entre em contato copiando os dois emails: paula.bevilacqua@fiocruz.br e kate.lacerda@fiocruz.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esta oficina justifica-se pela necessidade de superar a fragmentação das políticas públicas no enfrentamento das violências de gênero, oferecendo ferramentas que materializam a intersetorialidade no cotidiano dos serviços, propondo a tradução do debate teórico para metodologias aplicadas. A proposta alinha-se ao tema do congresso ao discutir o cuidado em conexão com os territórios, focando na potência das metodologias participativas para articular serviços de saúde, assistência social e justiça. Objetivos: Instrumentalizar participantes no uso de ferramentas do Pensamento Sistêmico e Diagnóstico Participativo (DRP) para o planejamento do atendimento intersetorial de mulheres em situação de violência; e debater o atendimento interseccional através de marcadores sociais da diferença (raça, geração, classe e território). Pretende-se apresentar, a partir de dinâmicas de grupo, técnicas que podem facilitar a atuação intersecional e intersetorial, abordando-se: Diagrama de Venn: técnica que permite para mapear instituições que atuam no atendimento de mulheres, interrelacionado poder, autonomia e proximidade entre instituições; Estudo de Caso e Figura Rica (Rich Picture): técnicas que permitem a discussão de casos complexos para visualizar o sistema de atendimento como um todo e identificar relações intersetoriais; e Mapeamento de Processos: técnica que permite identificar fluxos, gargalos e ineficiências no percurso institucional das mulheres. Espera-se que as pessoas participantes identifiquem gargalos operacionais e fluxos invisíveis que dificultam o acesso e o atendimento de mulheres nos serviços. Ao refletirem sobre caminho de superação, sob uma perspectiva interseccional, as pessoas poderão responder mais efetivamente à complexidade das vulnerabilidades sociais, fortalecendo a atuação em rede de forma orgânica e participativa.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 7 (50 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://pt.surveymonkey.com/r/oficinaantiidadista
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A atividade propõe uma formação participativa para enfrentamento do idadismo e promoção dos direitos das pessoas idosas, baseada no princípio “nada sobre nós sem nós” e na valorização da intergeracionalidade.
O objetivo é formar multiplicadores capazes de sensibilizar seus territórios para o enfrentamento do preconceito etário e a defesa de direitos.
A metodologia adota abordagens participativas inspiradas na educação popular. A oficina será organizada em quatro momentos: (1) dinâmica inicial de sensibilização sobre situações cotidianas de idadismo; (2) discussão, em grupos intergeracionais, de casos práticos envolvendo barreiras de acesso a direitos; (3) sistematização coletiva e construção dialogada de conceitos-chave; e (4) elaboração orientada, em pequenos grupos, de propostas concretas de ação multiplicadora, a partir de perguntas-guia sobre problema prioritário, estratégia de sensibilização, público envolvido e espaço de realização.
O público-alvo inclui pessoas idosas, estudantes, profissionais da saúde e assistência social, pesquisadores, lideranças comunitárias e integrantes de movimentos sociais, com estímulo à participação intergeracional.
Como produto, será construído um plano coletivo de ações multiplicadoras anti-idadistas para implementação em territórios e instituições.
Local: Psicologia - 3º andar - Laboratório LAPSIC (20 pax)
Vagas: 20
INSCRIÇÃO entre em contato no email: marianna.agnes.cg@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa
Descrição:
A oficina propõe uma análise crítica sobre a implementação da Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) no contexto sul-americano, sob a lente da interculturalidade. Diante dos desafios do século XXI, o encontro aborda como determinantes ambientais, sociais e culturais moldam o acesso e a adesão às tecnologias de prevenção. Serão examinados os diferentes protocolos nacionais e o perfil epidemiológico dos usuários, confrontando as diretrizes institucionais com as realidades vividas por populações vulnerabilizadas em seus territórios.
Objetivo:
Capacitar os participantes para compreender a diversidade dos cenários da PrEP na América do Sul, identificando barreiras de acesso e potencialidades dos protocolos vigentes. Busca-se fomentar uma visão integrada que articule saúde pública, respeito às subjetividades e justiça social no manejo da prevenção combinada.
Metodologia:
A oficina será conduzida de forma participativa, utilizando:
Exposição dialogada sobre dados comparativos entre países da região;
Estudo de casos reais que ilustrem os desafios da interculturalidade no atendimento;
Roda de conversa para troca de saberes e construção de estratégias de acolhimento inclusivo.
Público-alvo:
Profissionais e estudantes de saúde, gestores de políticas públicas, ativistas de movimentos sociais e pesquisadores interessados em saúde coletiva e direitos humanos.
Local: Paulo Bürhnheim - 1º andar - Sala 8 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: gtavaliacaoabrasco1@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Avaliar é produzir valor, e valor é sempre cultural, político e territorialmente situado. A avaliação em Saúde se insere em disputas de valor nos territórios amazônicos. A oficina questionará: como produzir uma Avaliação em Saúde que não colonize territórios, mas que emerja deles? Os temas do 10º CSHS dialogam diretamente com esse desafio. Interculturalidade desloca o GT de Avaliação para pensar abordagens culturalmente sensíveis e epistemologicamente plurais. Ambiente suscita avaliações integradas saúde-ambiente-território. Território convoca avaliações territorializadas e participativas. A desconstrução do hegemônico aponta para uma avaliação emancipatória e, por fim, a Amazônia, como potência, incita a construção de práticas avaliativas situadas, amazônicas e decoloniais. O objetivo da oficina é problematizar fundamentos epistemológicos e políticos da Avaliação em Saúde nas Ciências Sociais e Humanas, discutindo limites e possibilidades de abordagens de avaliação culturalmente sensíveis e territorializadas. Para atingir esse objetivo, temos as seguintes questões orientadoras: quais epistemologias precisam ser reconhecidas nos processos avaliativos? E, em última instância, quem define o que vale? Metodologia: será adotado o formato de Café Mundial, por favorecer circulação de ideias e produção coletiva de agendas. Inicialmente, com questões gatilho, como: Quem define os critérios de sucesso de uma política? É possível avaliar a interculturalidade? A avaliação pode reforçar desigualdades epistêmicas? Seguindo para rodas de conversa em formato rotativo, organizadas a partir de eixos estruturantes. As quatro mesas temáticas serão: 1 Interculturalidade e Avaliação; 2 Ambiente, Desenvolvimento e Avaliação; 3 Territórios e Amazônia; 4 Inovação, SUS e Contra hegemonia. Público: pesquisadores, sanitaristas, integrantes de movimentos sociais, acadêmicos de graduação.
Local: Paulo Bürhnheim - Térreo - Sala 1 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: marianna.zattar@fiocruz.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
No âmbito da desordem informacional e da produção, compartilhamento e uso de informações falsas, desinformações e discursos de ódio emerge a preocupação com a chamada integridade da informação, que as Nações Unidas (2023) têm relacionado à confiabilidade, ao equilíbrio e à completude das informações às quais os cidadãos têm acesso. O aumento de possibilidades de interações pode ser visto como algo benéfico na medida em que as dinâmicas de comunicação e informação não estão situadas nos limites geográficos e linguísticos.
Por outro lado, a capilaridade deste “território sem limites” é constituída pela afinidade em bolhas de comunicação e informação construídas por vieses de confirmação que engajam e tornam públicas manifestações que ecoam opiniões sem compromisso com a verdade, promovendo a perda da realidade compartilhada (Ressa, 2022) e, com isso, a empatia. E é neste contexto que a desinformação científica, o negacionismo científico e o discurso anticiência são utilizados como estratégias de disputas narrativas sobre a ciência e a produção do conhecimento científico. Nesse sentido, reconhece-se a literacia em saúde - health literacy (Organização Mundial da Saude) como possibilidade, a partir da educação em informação e a educação midiática - media and information literacy (UNESCO),
como possibilidades de enfrentamento à desordem informacional por meio de um curso sobre desinformação, informação falsa, discurso de ódio na construção da esfera pública digital (Jurgen Habermas) na construção da opinião pública sobre autoridades epistemicas no campo da saúde. Tem-se como objetivo a promoção do pensamento crítico e ético sobre as práticas informacionais. Sendo, serão realizadas exposições sobre a temática, seguidas de uma roda de conversa e atividades práticas sobre avaliação de fontes de informação.
Local: UEA - Prédio Administrativo - 3° andar - AUD. II ADM (200 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO: preencha o formulário no link: https://forms.gle/MGzHv63cxncPK5KMA
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A implementação da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra deve garantir o direito à saúde, considerando o racismo como determinação social da saúde pública. Os eventos climáticos associam-se às condições de vida, e saúde plena da população em geral, mas também são pautados pelas desigualdades. Dessa forma, faz-se urgente a conexão entre políticas diversas, entre elas, as relacionadas ao clima, a saúde e o racismo sistêmico. Para tal, é preciso políticas, ações e programas conectados aos dados oficiais, às evidências científicas e sobretudo à voz da sociedade, com plena articulação entre os diversos movimentos sociais, à comunidade acadêmica, gestores e profissionais de saúde. A mesa redonda que se propõe aqui, a partir da atual conjuntura brasileira, busca diálogo entre movimentos sociais, intelectuais, gestores e profissionais de saúde, com vistas ao como a promoção da equidade atravessa a “interculturalidade, o ambiente e a saúde, em meio aos desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios e o impacto das políticas públicas contra o racismo na realidade das pessoas. Questiona-se, portanto, como a política beneficia os principais interessados, uma vez que os indicadores demonstram a ineficiência das ações, per si consideradas insustentáveis diante do funcionamento da máquina em resposta ao racismo, particularmente no campo da saúde pública e sua interface com a promoção dos direitos humanos no Brasil.
Local: Psicologia - 2º andar - Sala Trabalho Grupal (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: cgcoc@saude.gov.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O encontro “Diálogos em Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde para Municípios de Pequeno Porte” busca promover um diálogo entre gestores e trabalhadores do Sistema Único de Saúde (SUS) acerca dos desafios e das estratégias para o cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde (APS), com foco em municípios de pequeno porte. A proposta busca debater o papel estratégico da APS no cuidado em saúde mental e identificar desafios, práticas e necessidades de qualificação das equipes.
A realização do encontro no âmbito do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde pretende ampliar esse processo de diálogo, incorporando novas perspectivas e experiências territoriais, com especial atenção às realidades de municípios com menor porte populacional, que frequentemente enfrentam limitações na estrutura da Rede de Atenção Psicossocial (Raps), como ausência de serviços especializados e dificuldades de articulação em rede.
Os participantes serão convidados a debater questões disparadoras relacionadas aos desafios e às estratégias de cuidado em saúde mental na Atenção Primária à Saúde em municípios de pequeno porte. A dinâmica priorizará a troca de experiências entre gestores e trabalhadores, com registro das principais contribuições para subsidiar reflexões e proposições sobre o fortalecimento da saúde mental na APS.
O público-alvo inclui gestores municipais e estaduais de saúde, trabalhadores da APS e da Raps, pesquisadores, estudantes e interessados na atenção primária e saúde mental no SUS. O encontro visa contribuir para a formulação de estratégias que fortaleçam a APS como coordenadora do cuidado em saúde mental nos territórios.
Local: Biblioteca setorial SUL - 1º andar - Sala 5 (40 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esse fórum será um momento de encontro e articulação em torno de experiências antirracistas no SUS. Trata-se de um desdobramento de um projeto de articulação que resultou em dois livros com 36 experiências de aquilombamento na saúde. AquilombaSUS é um conceito-movimento em construção que aponta para um modo de enfrentar o racismo nos processos de saúde-doença-cuidado e sua institucionalidade no Sistema Único de Saúde (SUS) O AquilombaSUS apresenta uma força crítica lançando luz sobre os desafios de concretização da Política Nacional de Saúde Integral da População Negra (PNSIPN). Apesar da participação social ser uma diretriz do SUS, a marginalidade da política é um analisador do racismo institucional e sua operacionalização nas diferentes instâncias no SUS. Esse fórum tem como objetivo fortalecer as trocas em torno dessas experiências e outras que estão em construção com intuito de qualificar as ofertas concretas antiiracistas de cuidado em saúde.
Local: Psicologia - 3º andar - Laboratório LANA (20 pax)
Vagas: 20
Carga horária: 4 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público Alvo:
Pesquisadores/as da Saúde Coletiva e demais áreas da Saúde; Profissionais de Saúde
Ementa:
Ainda que majoritariamente restritas ao mercado privado, as biotecnologias reprodutivas vêm se estabelecendo desde os anos 1970 como forma de constituição de projetos parentais e de família por sujeitos diversos. Especialmente na última década temos acompanhado a emergência de tecnologias de reprodução assistida (TRAs) que tanto têm redefinido noções de parentalidade e parentesco, como vêm possibilitando que minorias sexuais e de gênero constituam famílias baseadas em vínculos biológicos. Desta forma, este minicurso tem como objetivo apresentar as biotecnologias reprodutivas na perspectiva da saúde coletiva e problematizar de forma dialógica técnicas e/ou temas que, na mesma medida em que vem se efetivando e ganhando maior visibilidade, são acompanhados por controvérsias sociais, éticas ou mesmo jurídicas. Baseados em bibliografia atual do campo da reprodução assistida e exemplos reais, abordaremos os seguintes temas: 1) Apresentação das biotecnologias de reprodução assistida: regulação brasileira, mercado transnacional e bioeconomias reprodutivas e perspectiva interseccional e da saúde coletiva na análise das TRAs; 2) Gestação de substituição: regulação, aspectos subjetivos na conformação da parentalidade e do parentesco, implicações bioéticas e manejo no campo da saúde e seu uso por sujeitos hetero e homossexuais; 3) Inseminação artificial em clínica versus Inseminação caseira: usos dentro e fora do ambiente biomédico, implicações legais, bioéticas e subjetivas e uso por casais de mulheres lésbicas e, em menor grau, por homens trans; 4) Doação intrafamiliar de gametas: regulação, implicações bioéticas e manejo no campo da saúde, mercado, biologização do parentesco e aspectos subjetivos de doadores/as e receptores/as LGBTQIAPN+ de gametas.
Local: UEA - 1º andar - SALA PPGSC01 (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: alberto.mesaque@fiocruz.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Em territórios atravessados por conflitos ambientais, como mineração, desmatamento e contaminação, e marcados pela presença de comunidades tradicionais, diferentes modos de existência produzem compreensões distintas sobre saúde, território, ambiente e cuidado. Nesses contextos, a cosmopolítica oferece uma chave conceitual e ético-política para problematizar disputas ontológicas e suas implicações para o SUS e para a saúde coletiva. Esta oficina tem como objetivo apresentar e discutir a cosmopolítica, em especial a partir de Isabelle Stengers, como ferramenta teórico-analítica para repensar práticas de cuidado em saúde coletiva em contextos de crise socioambiental e interculturalidade, promovendo reflexão crítica sobre os desafios do SUS em territórios marcados por sofrimento territorial e pela coexistência de diferentes regimes de saber e de mundo. A proposta consiste na construção de um espaço crítico-reflexivo voltado à problematização dos limites de práticas hegemônicas de cuidado diante da pluralidade de concepções de corpo, saúde, ambiente e vida coletiva. A metodologia articula exposição dialogada, análise coletiva de situações concretas de conflito socioambiental e construção colaborativa de questões para pesquisa, formação e prática em saúde. Destina-se a pesquisadores, profissionais de saúde, gestores, estudantes e representantes de movimentos sociais interessados em fortalecer abordagens críticas, intersaberes e territorialmente situadas no campo das Ciências Sociais e Humanas em Saúde. Busca-se ainda favorecer o diálogo entre experiências acadêmicas, institucionais e comunitárias, articulando densidade conceitual e aplicabilidade prática. Ao reunir reflexão teórica e elaboração coletiva, a atividade pretende ampliar repertórios para pesquisa, formação e atuação em contextos de conflito socioambiental, interculturalidade e produção de cuidado no território contemporâneo.
Local: FEFF (Bloco C) - andar - Sala de aula 5 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdtLZiNTvLg_AB7JxhiGxsKcPJ-iPlV9tCuq0OZp46J2NtGeA/viewform?usp=header
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esta Oficina integra ao Coletivo Temático: territórios e interculturalidade: perspectivas afropindorâmicas, decoloniais e críticas nas Ciências Sociais e Humanas em Saúde proposto pelo GT de Alimentação e Nutrição em Saúde Coletiva da ABRASCO. Intenciona discutir as interfaces entre as ciências sociais e humanas e o campo da alimentação e nutrição (AN), a partir das tensões geradas pelos sistemas agroalimentares hegemônicos, abordando os desafios atuais para a promoção da alimentação adequada, saudável e sustentável, a soberania e segurança hídrica alimentar e nutricional, bem como o cuidado alimentar e nutricional emancipatório no contexto da saúde coletiva. Pretende assim dar continuidade ao debate iniciado em uma oficina ocorrida no 9º CSHS da Abrasco, problematizando ainda questões relacionadas à ciência da nutrição que não considera perspectivas plurais como as afropindorâmicas na formação em saúde. A proposta metodológica consiste na produção de uma cartografia a partir dos relatos e experiências dos participantes, compartilhados em rodas de conversa, com a participação de mediadores que formularão perguntas chaves para a reflexão. Espera-se contribuir para a produção de conhecimentos situados e interculturais, com sujeitos e corpos que constroem o campo, em na interface com o SUS, como ainda para a consolidação de campo das Ciências Sociais e Humanas em Alimentação e Nutrição, já reconhecida como linha de pesquisa tanto na CAPES e CNPq. O público esperado são pessoas que participam de grupos de pesquisa, profissionais de saúde, acadêmicos, estudantes de pós graduação e representantes de movimentos e coletivos sociais.
Local: UEA - Prédio ANEXO - 1º andar - Sala de aula ProEnSP (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://forms.gle/NaSKiugcxkuyA49m6
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A redação científica costuma ser vivenciada como um processo árido, gerando sofrimentos e bloqueios sob o produtivismo contemporâneo. A oficina “Erguer a Escrita” propõe um espaço laboratorial sensível para romper com modelos coloniais engessados. Dialogando com o tema do 10º CSHS, a atividade consolida a escrita como ferramenta política, afetiva e de produção de presença, entendendo o corpo-território como produtor de ciência.
Objetivo: Acolher bloqueios e desconstruir a pretensa neutralidade científica, encorajando os participantes a praticar uma escrita implicada e decolonial, tendo a escrevivência inspiração mais emblemática. O intuito é instrumentalizá-los para transformar a escrita acadêmica em um ato de coragem, conectando o rigor científico à experiência vivida na saúde. Metodologia: Em roda de escuta e criação, mesclam-se referências que desafiam a hegemonia epistêmica com laboratório prático. Utilizando disparadores textuais e sensoriais, realizam-se exercícios de escrita criativa a partir de dados de pesquisa ou vivências no campo da saúde coletiva. O encontro culmina em uma partilha qualificada para tensionar as normas acadêmicas, inspirando a inserção de afeto em teses, dissertações e artigos. Público: Estudantes (graduação/pós), pesquisadores/as, gestores/as, trabalhadores/as do SUS e movimentos sociais que desejam resgatar a própria ""voz"" e encontrar novas formas de narrar a saúde coletiva.
Local: FCA - Térreo - Auditório Sumauma (230 pax)
Vagas: 230
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://forms.office.com/r/tFK5bzHjLe
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina propõe um espaço de reflexão crítica e intercâmbio de experiências sobre a organização do rastreamento de câncer na Atenção Primária à Saúde (APS), considerando seus desafios contemporâneos frente às desigualdades sociais, culturais, territoriais e ambientais. A detecção precoce do câncer é um dos principais determinantes para a redução da mortalidade e ampliação das possibilidades terapêuticas, sendo o rastreamento organizado estratégia central para ampliar o acesso equitativo às ações de prevenção e diagnóstico oportuno.
Partindo das diretrizes nacionais para cânceres rastreáveis, serão discutidos os limites do modelo oportunístico e as potencialidades do rastreamento organizado no Sistema Único de Saúde (SUS), com ênfase nos atributos da APS — acesso, vínculo, longitudinalidade, coordenação do cuidado e integralidade. A proposta busca incorporar a perspectiva da interculturalidade e da relação entre saúde, território e modos de vida, problematizando como barreiras sociais, culturais, de gênero, raciais e territoriais influenciam o acesso ao rastreamento e à continuidade do cuidado.
A atividade será conduzida por equipe que integra a agenda de prevenção do câncer na Atenção Primária à Saúde no âmbito da Coordenação de Atenção às Condições Crônicas Não Transmissíveis na Atenção Primária à Saúde (CONT), da Coordenação-Geral de Atenção às Condições Crônicas na Atenção Primária à Saúde (CGCOC), do Departamento de Promoção da Saúde (DEPROS) da Secretaria de Atenção Primária à Saúde (SAPS), do Ministério da Saúde.
A metodologia será participativa, combinando exposição dialogada, apresentação de experiências territoriais e atividade em pequenos grupos para análise de casos e construção coletiva de estratégias para qualificação do rastreamento organizado na APS. O público-alvo inclui profissionais da atenção primária, gestores do SUS, pesquisadores, estudantes de graduação e pós-graduação e integrantes de movimentos sociais.
Local: CCA - Térreo - Sala Restinga (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: normalene_sena_oliveira@ufcat.edu.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
As Ciências Sociais e Humanas em Saúde, a Política Nacional de Educação Popular em Saúde e a formação em Saúde Coletiva nos convidam a uma prática pedagógica ancorada na realidade dos territórios, povos tradicionais, dos saberes em rede imersos na interculturalidade e no meio ambiente como espaços de potência na produção de saúde. O objetivo da oficina é conectar pessoas de diversos territórios no diálogo entre saberes e fazeres para compartilhar experiências que possam provocar mobilizações e mudanças nos processos formativos em saúde para a sustentabilidade e justiça social. Identificamos a necessidade de diálogo e do reconhecimento de saberes ancestrais, comunitários invisibilizados e tecer redes que integram o meio ambiente, territórios, universidades e comunidades numa formação comprometida com a justiça socioambiental. E no encontro de saberes, a construção de uma saúde pública e uma Universidade pluriepistêmica conectada com a preservação da vida e a identificação de determinantes socioambientais. Na metodologia, propomos uma roda de apresentação e expressões plurais de saberes e fazeres que evidenciam antecedentes históricos importantes da construção da EPS na saúde coletiva e sua relação com as ciências sociais e humanas em saúde e a partir desta vivencia pelos participantes da oficina ,apresentaremos os desafios e potencialidades nos processos de formação e posteriormente a construção de uma "carta pedagógica" inspirada em Paulo Freire, tendo como referência o chão que pisamos e a realidade pela qual estamos molhados/com proposições para o inédito viável no enfrentamento dos desafios no século XXI. Ao final, o compartilhamento da carta, como a síntese.
Local: Psicologia - 1º andar - Auditório Sala 11 (80 pax)
Vagas: 80
INSCRIÇÃO entre em contato no email: eneline.gouveia@academico.ufpb.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Atenção Primária a Saúde (APS) compreende a saúde como um direito fundamental para todo ser humano e apresenta como base a justiça social. É caracterizada por seus atributos essenciais: acesso, longitudinalidade, integralidade e coordenação do cuidado; e derivados: orientação familiar, comunitária e a competência cultural. É reconhecida internacionalmente como um modelo de saúde consolidado e eficaz, capaz de melhorar indicadores de saúde com equidade - independe das condições socioeconômica, gênero ou etnia. No entanto no Brasil ainda é evidente as desigualdes em saúde, e a região amazônica ainda apresenta piores indicadores de saúde quando comparada a outras regiões do Brasil, apesar dos esforços do Estado para superar barreiras geograficas e culturais na oferta dos serviços de saúde, como através das equipes multidisciplinares de saúde indígena e as equipes de Saúde da Família Ribeirinhas.
Objetivo: Essa oficina tem como objetivo analisar desafios e caminhos possíveis para o fortalecimento da APS em região amazônica. Metodologia: Será utilizada metodologia de problematização a partir de um evento crítico e posterior discussão em pequenos grupos de até 12 pessoas. Após a apresentação de uma situação problema disparadora (30 min) cada grupo irá analisá-la a partir de um da APS. Inicialmente irão discutir os desafios e barreiras para alcançar esse atributo no contexto amazônico (60min), em um segundo momento irão discutir e construir juntos soluções possíveis para superá-los (60min) . Após esse momento, a síntese dos pequenos grupos será compartilhado com o grande grupo para elaboração do relatório final , produto desta oficina. (90 min)
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 9 (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: gtenvelhecimentoesaudeabrasco@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O envelhecimento global tem enfrentado os desafios impostos pelas transformações ambientais, tecnológicas, territoriais e sociais. No contexto brasileiro, sobretudo na região norte, esses desafios têm dificultado a garantia dos direitos das pessoas idosas em diferentes áreas da sociedade. A oficina propõe um espaço de diálogo intergeracional e intercultural sobre o envelhecimento no século XXI, com foco em populações idosas vulnerabilizadas e/ou comunidades tradicionais. Para tanto, serão utilizadas metodologias ativas e participativas (roda de conversa, mapas afetivos do território, trabalho em pequenos grupos, dramatizações, produção coletiva de textos e/ou cartazes). As atividades estimularão o pensamento crítico, a memória, a troca de saberes, o uso de tecnologias de comunicação e a construção compartilhada de proposições. Espera-se um público-alvo de pessoas idosas da sociedade civil, lideranças comunitárias, representantes de movimentos sociais, grupos de idosos, cuidadores e demais interessados no tema.
Local: UEA - 1º andar - SALA PPGSC02 (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO: preencha o formulário no link: https://forms.gle/m1upec4DTmR6QSLj6
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Descrição: Profissionais da saúde são recursos do território em que atuam, e podem contribuir ativamente para a construção de resiliência territorial. No contexto da APS, a prática nos mostra como o vínculo, o acolhimento e a comunicação são necessários para uma terapêutica efetiva. Além disso, sabemos como a saúde dos profissionais assistentes determina a qualidade da sua prática. Propomos uma vivência em que os profissionais possam escolher e examinar algum desafio que encontrem em sua própria história de vida, para então narrá-lo de uma forma criativa, usando ferramentas habituais de sua prática, para então experienciar a troca em pequenos grupos dando sentido aos princípios da APS.
Objetivos: Experienciar a narrativa enquanto ferramenta de subjetivação potente para o enraizamento e construção de resiliência territorial. Sensibilizar os profissionais quanto à possibilidade de aplicar os princípios da APS em sua prática por meio de técnicas narrativas.
Metodologia: Nessa oficina usaremos ferramentas da nossa prática habitual (genograma, ecomapa, linha do tempo) para contar e compartilhar nossas histórias de vida de uma forma criativa, por meio de colagens e técnicas narrativas.
Público: Profissionais da saúde que atuam na APS. Grupo de aprox. 15 pessoas.
Local: UEA - Prédio ANEXO - 5° andar - AUD. III - Mini auditorio Alpha (80 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Proponente:
Coordenador(a):
Ementa:
A atividade propõe reunir os integrantes do Fórum de Graduação em Saúde Coletiva - FGSC/ABRASCO além de coordenações de curso, integrantes de Núcleos Docentes Estruturantes, docentes, discentes, egressas/os e demais representações vinculadas à graduação em Saúde Coletiva em um espaço de diálogo, articulação e troca de experiências durante o pré-congresso do 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde.
O objetivo é fortalecer o Fórum de Graduação em Saúde Coletiva como espaço de articulação político-acadêmica, promovendo o debate sobre temas de interesse comum aos cursos e aos diferentes sujeitos envolvidos com a formação, bem como a construção de encaminhamentos coletivos voltados ao fortalecimento da graduação em Saúde Coletiva.
A reunião se justifica pela importância de manter e ampliar espaços de encontro entre cursos, instituições e diferentes segmentos vinculados à formação, em um contexto de desafios políticos, institucionais e pedagógicos que atravessam a consolidação da graduação em Saúde Coletiva no Brasil. Em consonância com o tema do congresso, a atividade busca favorecer a reflexão compartilhada sobre questões estratégicas para o campo, reafirmando o compromisso da formação com o SUS, com os territórios, com a pluralidade de saberes e com os desafios contemporâneos da Saúde Coletiva.
O público-alvo inclui coordenadoras/es de curso, NDEs, docentes, estudantes, egressas/os e demais participantes interessados na agenda da graduação em Saúde Coletiva.
Local: Paulo Bürhnheim - Térreo - Auditório Paulo Bürhnheim (150 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: lista.comunica.deppros@saude.org.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A reunião “Promoção da Saúde nos Territórios: diálogos entre saberes, políticas públicas e experiências do SUS” propõe um espaço de encontro entre pesquisadores/as, gestores/as, trabalhadores/as da saúde, movimentos sociais e representantes de comunidades para discutir estratégias de promoção da saúde que dialoguem com as realidades socioculturais e ambientais dos territórios.
A atividade tem como objetivo promover o intercâmbio de experiências e reflexões sobre práticas de promoção da saúde que considerem a interculturalidade, a participação social, os determinantes sociais e ambientais da saúde e a valorização de saberes locais na produção do cuidado. Busca-se refletir sobre como políticas públicas, especialmente no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Atenção Primária à Saúde, podem fortalecer práticas territoriais que integrem saúde, ambiente, cultura e modos de vida.
A proposta justifica-se diante dos desafios contemporâneos impostos pelas mudanças climáticas, desigualdades sociais e transformações nos territórios, que demandam abordagens intersetoriais, participativas e culturalmente situadas para a promoção da saúde. Nesse contexto, o diálogo entre diferentes formas de conhecimento — acadêmico, institucional e comunitário — torna-se fundamental para a construção de respostas mais equitativas e sustentáveis.
O público-alvo inclui pesquisadores/as, estudantes, gestores/as do SUS, profissionais da saúde, representantes de movimentos sociais, lideranças comunitárias e demais interessados/as nas interfaces entre saúde coletiva, ambiente, cultura e território.
Local: CCA - Térreo - Auditório Vitória Régia (100 pax)
Vagas: 100
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Profissionais da saúde, educação, serviço social, psicologia, psiquiatria, gestores públicos, estudantes de graduação e pós-graduação e demais interessados em práticas críticas, antirracistas e intersetoriais que abrangem a temática do minicurso.
Ementa:
Nosso minicurso propõe uma análise crítica das articulações entre racismo, poder psiquiátrico e educação, discutindo como o fenômeno da medicalização das infâncias pode operar na produção e perpetuação do racismo em territórios escolares. Problematizamos como o campo desenvolvimentista hegemônico sustenta práticas de normalização e controle de crianças, reproduzindo desigualdades raciais e sociais.
O referencial teórico inclui contribuições do campo da psicologia escolar crítica e perspectivas antidesenvolvimentistas interseccionais, que questionam a universalização das infâncias no enfrentamento dos efeitos culturais, éticos, políticos e epistemológicos do colonialismo. O pensamento fanoniano e o pensamento feminista negro compõem parte fundamental do referencial.
Objetivos:
• Analisar criticamente as relações entre racismo, poder psiquiátrico, desenvolvimentismo e medicalização das infâncias em contexto educacional.
• Promover diálogo intersetorial e interdisciplinar situado no enfrentamento da patologização das infâncias e no fortalecimento da educação antirracista.
• Contribuir para a construção de práticas institucionais comprometidas com justiça racial e pluralidade epistemológica.
A metodologia articula exposição dialogada do referencial teórico, análise crítica de materiais audiovisuais e outras linguagens, e discussão de situações vivenciadas pelos participantes em seus contextos profissionais e territoriais.
Consideramos que a relevância da proposta está em problematizar a medicalização das infâncias e suas relações com o racismo na intersetorialidade entre saúde mental e educação, contribuindo para o fortalecimento de direções éticas, estéticas, políticas e epistêmicas comprometidas com justiça racial, pluralidade epistemológica, valorização de saberes tradicionais e práticas territoriais na tessitura coletiva da categoria cuidado no contexto envolvido.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 3 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: yure.goncalves@ufpe.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina proporciona um espaço de conversa, fundamentado na Educação Popular em Saúde (EPS), onde podemos refletir coletivamente sobre os desafios ambientais e interculturais do século XXI. Ao entender os territórios urbanos, indígenas, quilombolas como espaços fundamentais para a geração de saúde, essa ação visa à recuperação de saberes ancestrais e de práticas de resistência às iniquidades, com um foco especial nas relações étnico-raciais e socioambientais.
Assim, de forma coletiva, pretende-se refletir sobre a prática educativa em saúde nos territórios através da criação, tanto narrativa quanto visual, de um Memorial Intercultural.
A metodologia proposta é baseada na dinâmica participativa da ""Árvore dos Saberes"". O processo será dividido em três etapas breves: 1) Enraizamento: reconhecimento de identidades, saberes ancestrais e territórios localizados na base da árvore; 2) Florescer: debate em grupos pequenos sobre como as práticas de EPS lidam com as crises climáticas e sociais atuais (folhas); 3) Colheita: reunião plenária para a criação de um painel que reunirá as propostas e expectativas para o SUS (frutos). A materialização da árvore será a conclusão de um ciclo que se transformará em um memorial tangível e, posteriormente, digitalizado.
Os(as) pesquisadores(as), estudantes e trabalhadores(as) do SUS, bem como as lideranças de movimentos sociais e integrantes das populações do campo, da floresta e das águas, que se interessam pela intersecção entre Educação Popular em Saúde, meio ambiente e saúde, estão entre os grupos que constituem o público-alvo.
Local: UEA - 1º andar - SALA PPGSC01 (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: gabrielle.teixeira@fiocruz.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esta oficina propõe um espaço de reflexão e experimentação crítica sobre as relações entre ambiente, saúde e cultura a partir do diálogo entre ecologia humana, literatura brasileira e formação ética de trabalhadores da saúde. Diante da intensificação de desastres ambientais e das mudanças climáticas no contexto do Antropoceno — que impactam de forma desigual diferentes populações e territórios — torna-se urgente ampliar as ferramentas de análise e sensibilização no campo da saúde coletiva.
Partindo da poesia de Thiago de Mello, Mário de Andrade e Márcia Kambeba, a oficina explorará como a literatura brasileira pode contribuir para a construção de uma consciência ecológica, social e decolonial entre profissionais e estudantes da saúde. A proposta articula leitura, escuta e interpretação de poemas com debates sobre território, modos de vida, ancestralidade e justiça socioambiental, destacando especialmente os saberes produzidos na Amazônia e por povos tradicionais.
Ao aproximar arte, ciência e experiência social, a atividade busca estimular uma ecocrítica sensível às desigualdades, capaz de reconhecer o papel da cultura na produção de sentidos sobre saúde, natureza e cuidado. A oficina também pretende discutir como narrativas literárias podem funcionar como ferramentas pedagógicas e políticas na formação em saúde, contribuindo para práticas mais contextualizadas, interculturais e comprometidas com a defesa da vida.
Como resultado, espera-se fomentar entre os participantes uma nova consciência crítica e ecológica sobre os desafios contemporâneos da saúde coletiva, fortalecendo o diálogo entre conhecimento científico, produção cultural e saberes territoriais.
Local: Psicologia - 2º andar - Sala de reuniões (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: fenami@fenami.org
Carga horária: 12 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O estabelecimento de políticas d mediação cultural em saúde e saúde mental é uma das principais demandas das populações migrantes no Brasil. Programas de oferta de mediadores culturais têm sido implementados em municípios, como Porto Alegre, estados, como Goiás, e a nível federal, com a exigência, pelo Comitê Nacional para Refugiados (CONARE), da contratação de mediadores culturais pelas organizações credenciadas para receber nacionais afegãos no programa de patrocínio comunitário. Ainda assim, são poucos os espaços destinados ao deebate sobre o que é a mediação cultural, como ela deve ocorrer, como os mediadores devem ser contratados e capacitados, quais são as balizas éticas para a sua atuação, entre outras questões pungentes. Assim, essa oficina tem o objetivo de debater a mediação cultural, em especial em contextos de saúde. Serão três encontros: o primeiro será uma exposição sobre a abordagem antropológica ao conceito de cultura, e sua importância para as políticas públicas para migrantes; o segundo será destinado à apresentação dos programas e políticas de mediação cultural existentes no país. Por fim, o terceiro encontro será para a produção de um documento de recomendações destinado a subsidiar a elaboração da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde das Populações Migrantes, Refugiadas e Apátridas e de seu plano operativo.
Local: Biblioteca setorial SUL - Térreo - Auditório Hall (300 pax)
Vagas: 300
INSCRIÇÃO: preencha o formulário no link: https://forms.gle/tD3PZEtxEKyscSGM6
Carga horária: 12 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina proposta pela Rede de Pesquisa em Atenção Primária à Saúde da Associação Brasileira de Saúde Coletiva inscreve-se no campo das Ciências Sociais e Humanas em Saúde (CSHS) para promover um debate crítico e propositivo sobre os desafios contemporâneos da Atenção Primária à Saúde (APS) no Sistema Único de Saúde (SUS), em estreita articulação com a temática central do congresso: interculturalidade, ambiente e saúde. O ponto de partida reconhece a APS como espaço privilegiado de produção do cuidado, de mediação entre políticas públicas e vida cotidiana, e de enfrentamento das desigualdades sociais que marcam os territórios no Brasil. Em contextos de crises sanitária, climática, econômica e política, a APS é chamada a responder a demandas cada vez mais complexas, que atravessam dimensões ambientais, culturais, raciais, de gênero e geracionais. A oficina parte do pressuposto de que as mudanças climáticas afetam concretamente a vida das populações nos territórios, com impactos diferenciados sobre grupos vulnerabilizados, povos indígenas, comunidades quilombolas, populações ribeirinhas, periferias urbanas, mulheres, crianças e idosos. A resposta a esses desafios exige uma APS culturalmente sensível, territorialmente enraizada e ambientalmente consciente, capaz de articular saberes científicos e tradicionais, promover equidade e fortalecer a resiliência comunitária. A metodologia participativa combina mesas-redondas com especialistas e um ""Café Mundial"" com quatro estações temáticas: (Território, Interculturalidade e Produção do Cuidado na APS; Desigualdades Regionais, Socioeconômicas e Acesso à APS; Trabalho, Tecnologias e Racionalidades na APS
;Crise Climática, Vulnerabilidades e Respostas da APS). O público-alvo inclui pesquisadores(as), profissionais, gestores(as), movimentos sociais e estudantes.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 3 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 16 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Estudantes e profissionais, pesquisadores, gestores e representantes da sociedade civil organizada interessados na temática da Saúde Global.
Ementa:
Nas últimas décadas, a Saúde Global consolidou-se como um campo estratégico de produção de conhecimento, formulação de políticas e governança internacional em saúde. Entretanto, eventos recentes, como a pandemia de Covid-19, o agravamento da crise climática e o recrudescimento de tensões geopolíticas, evidenciaram limites estruturais desse campo, particularmente no que se refere às assimetrias de poder que atravessam a definição de agendas sanitárias, a produção de conhecimento e a distribuição global de tecnologias e recursos em saúde. Tais dinâmicas têm suscitado críticas crescentes às abordagens hegemônicas da Saúde Global, frequentemente marcadas por perspectivas universalizantes e pela centralidade de instituições e atores situados em países de maior poder econômico e político.
Nesse contexto, ganha relevância o debate acerca da descolonização da Saúde Global, que busca problematizar as raízes históricas das desigualdades sanitárias e as hierarquias epistêmicas associadas ao colonialismo e às relações desiguais de poder no sistema internacional. Essas reflexões dialogam com contribuições da Saúde Coletiva latino-americana, especialmente com as abordagens da determinação social da saúde e da interseccionalidade, oferecendo ferramentas analíticas para compreender a produção histórica das iniquidades em saúde e para pensar alternativas orientadas pela justiça social, pela participação social e pela soberania sanitária.
Este minicurso tem como objetivo promover uma reflexão crítica sobre os contornos contemporâneos da Saúde Global, discutindo a emergência da retórica da equidade e as propostas de descolonização do campo, buscando fomentar a construção coletiva de perspectivas críticas e interculturais para a transformação da Saúde Global.
Local: Paulo Bürhnheim - Térreo - Sala 7 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link:
https://www.even3.com.br/cuidar-reconhecer-e-reparar-construindo-referenciais-para-a-atuacao-nas-redes-de-protecao-as-mulheres-em-situacao-de-rua-e-seus-bebes-701717
Carga horária: 16 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
"Cuidar, reconhecer e reparar" é uma proposta de oficina que coloca na agenda de debate da saúde pública/coletiva as experiências de maternidades de mulheres (cis e trans) em situação de rua e seus bebês, sendo este um tema de grande relevância social e política, não somente pelas tensões entre garantias individuais versus ações do Estado, como também pela necessidade de provocar olhares sobre a defesa das minorias, não no sentido numérico, mas em uma escala de garantias de direitos. A oficina propõe um espaço de reflexão e construção coletiva de referenciais para a atuação intersetorial junto a mulheres (cis e trans) em situação de rua e seus bebês, considerando os desafios éticos, institucionais e políticos envolvidos no cuidado, na proteção e na garantia de direitos. Parte-se do reconhecimento de que práticas institucionais podem, em determinados contextos, produzir ou reproduzir violações, especialmente quando atravessadas por desigualdades sociais, estigmas e tensões entre proteção, controle e autonomia. A oficina será conduzida por meio de estratégias participativas (discussão de casos, debates teóricos, trocas de experiências, leitura de imagens, músicas, vídeos e depoimentos de mulheres que vivenciaram a maternidade no contexto da vida nas ruas) que estimulem o diálogo entre diferentes campos de atuação, isto é, tendo como público alvo profissionais, pesquisadores e estudantes das áreas da saúde, assistência social, sistema de justiça e direitos humanos que atuam ou têm interesse na temática da população em situação de rua, maternidade e proteção social.
Local: Biblioteca setorial SUL - 1º andar - Sala 6 (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: juliana.wahl@saude.gov.br
Carga horária: 16 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esta oficina tem como objetivo discutir a concepção e aplicação de uma metodologia de Planejamento e Dimensionamento da Força de Trabalho para a Atenção Primária à Saúde no Subsistema de Atenção à Saúde Indígena (SasiSUS), desenvolvida pelo Ministério da Saúde em parceria entre a Secretaria de Saúde Indígena e a Secretaria de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Elaborada e validada entre abril de 2024 e outubro de 2025, a metodologia busca responder aos desafios de organizar o trabalho em saúde em territórios marcados por grande diversidade sociocultural, barreiras geográficas e desigualdades históricas no acesso aos serviços.
A proposta parte da crítica a modelos tradicionais de dimensionamento baseados exclusivamente em parâmetros populacionais e incorpora dimensões socioterritoriais e organizacionais do cuidado, como necessidades e indicadores de saúde, classificação de estabelecimentos considerando vulnerabilidades territoriais, composição de equipes multiprofissionais e de cuidado ampliado, deslocamentos institucionais e organização do processo de trabalho. Ao articular planejamento da força de trabalho com gestão do cuidado e educação na saúde, a metodologia busca fortalecer a capacidade institucional do SasiSUS e apoiar processos decisórios orientados pela equidade e pela justiça sanitária.
A oficina combinará apresentação da experiência de construção da metodologia com debate coletivo sobre seus pressupostos, limites e possibilidades de uso em diferentes contextos do Sistema Único de Saúde. O público-alvo inclui pesquisadores, gestores, trabalhadores da saúde e estudantes interessados em saúde indígena, gestão do trabalho, território e desigualdades em saúde.
Local: Farmácia - Térreo - Auditório (130 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO: atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O encontro tem como objetivo reunir participantes dos projetos que integram o Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde-PET Saúde: Informação e Saúde Digital, além de interessados/as na temática. Este encontro está voltado para projetos que envolvem populações vulnerabilizadas (indígenas, quilombolas, ribeirinhos, população prisional, populacão em situação de rua). Trata-se de uma oportunidade de troca de experiências e fomento de parcerias para o fortalecimento da articulação em rede dos projetos, considerando as especificidades dessas populações e a necessidade de produzir soluções inovadoras para a superação dos desafios por elas enfrentados. A atividade dialoga com os desafios contemporâneos das Ciências Sociais e Humanas em Saúde, na perspectiva de como a transformação digital do SUS pode contribuir para a redução das iniquidades interculturais, respeitando os saberes tradicionais e as especificidades socio-territoriais.
Local: FEFF (Bloco C) - andar - Sala de aula 2 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO: atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Promoção da Saúde constitui um campo estratégico para o fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS), ao articular determinantes sociais da saúde, participação social, intersetorialidade e práticas de cuidado centradas nos territórios. No entanto, sua implementação no cotidiano das políticas e serviços de saúde ainda enfrenta desafios relacionados à institucionalização das diretrizes, à articulação entre diferentes setores e à incorporação de abordagens participativas que valorizem saberes diversos.
Esta reunião pré-congresso tem como objetivo promover um espaço de diálogo entre pesquisadores, trabalhadores do SUS, gestores e estudantes para discutir as contribuições das Ciências Sociais e Humanas em Saúde para a compreensão e o fortalecimento das práticas de Promoção da Saúde. Busca-se refletir sobre temas como produção social da saúde, comunicação em saúde, participação comunitária, experiências territoriais e desafios contemporâneos para a implementação de políticas públicas voltadas à promoção da saúde.
A proposta justifica-se pela necessidade de ampliar o debate crítico sobre os modos de produzir cuidado e saúde no SUS, reconhecendo a importância das abordagens interdisciplinares e da articulação entre conhecimento acadêmico, gestão pública e práticas sociais.
Como resultado, espera-se favorecer a troca de experiências, a construção de redes de colaboração e o fortalecimento de agendas de pesquisa, formação e intervenção no campo da Promoção da Saúde.
Público-alvo: pesquisadores, profissionais de saúde, gestores, estudantes e integrantes de movimentos sociais interessados no campo das Ciências Sociais e Humanas em Saúde e nas políticas e práticas de Promoção da Saúde.
Local: FEFF - Térreo - Auditório Guilherme Nery (120 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO entre em contato no email: agpopsus.epsjv@fiocruz.br
Carga horária: 12 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Escola Politécnica da Fiocruz em parceria com a Secretaria de Atenção Primária à Saúde do Ministério da Saúde executa o Programa de Formação de Agentes Educadoras(as) Populares de Saúde na Amazônia Legal e Pantanal Sul-Mato-Grossense (AgPopSUS) a fim de contribuir com a atuação dos movimentos sociais na defesa do SUS e do direito à saúde, na perspectiva de fortalecer o protagonismo popular, a articulação de saberes e as práticas de educação popular em saúde nos territórios do SUS.
O objetivo é realizar o encontro entre educadoras(es) populares de saúde da região acima citada buscando fortalecer a articulação entre os egressos do Programa e promover a troca de experiências entre os territórios e a reflexão coletiva sobre os desafios e potencialidades da educação popular em saúde.
Serão convidados agentes e educadores(as) populares de saúde, sobretudo do estado do Amazonas, vinculados a movimentos sociais que participam do Programa.
Como estratégia metodológica, será realizada análise de conjuntura sobre o AgPopSUS, a educação popular e a Política Nacional de Saúde Integral das Populações do Campo, da Floresta e das Águas. Serão apresentados materiais audiovisuais e planos de ação em educação, comunicação e vigilância popular em saúde produzidos pelos movimentos sociais em seus territórios.
Para avaliação do Encontro, será elaborado relatório final e a “Carta de Manaus”, documento coletivo que sistematizará reflexões, recomendações e encaminhamentos construídos pelos participantes, com objetivo de fortalecer a rede de Agentes incentivando e valorizando as práticas tradicionais e populares de cuidado, a educação, comunicação e vigilância popular em saúde.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 2 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 12 horas
Certificado: na área restrita do participante
Ementa:
O principal objetivo deste curso é contribuir para uma compreensão introdutória das implicações da descolonização das ciências sociais e humanas na saúde, a partir de uma perspectiva do Sul Global. Para tanto, o curso tem os seguintes objetivos operacionais: 1. Estudar os fundamentos do pensamento científico moderno nas ciências sociais do Norte global e suas aplicações na medicina, saúde pública e epidemiologia, politicas, etc. 2. Discutir as epistemologias moderno-coloniais da antropologia, sociologia, serviço/trabalho social e ciência política, aplicadas aos estudos sociais em saúde os séculos XX e XXI.. 3. aracterizar e descrever as implicações das ciências sociais anglo-saxônicas eurocêntricas para a saúde no Sul Global. 4. Desenvolver uma abordagem inicial às epistemologias do pensamento crítico do Sul Global e às contribuições das ciências sociais não ocidentais para a reflexão e a prática da saúde e da epidemiologia no século XXI. RELEVÂNCIA: Este minicurso se conecta diretamente ao Congresso ABRASCO CSHS, buscando especificamente promover a reinvenção do ensino de ciências sociais em saúde a partir de uma perspectiva crítica e decolonial latino-americana e caribenha. Seu objetivo é iniciar uma revisão pedagógica da episteme, do conteúdo teórico e das metodologias da Antropologia Médica, da Sociologia da Saúde, do Serviço Social em Saúde e áreas afins em Abya Yala.
Local: CCA - Térreo - Auditório Vitória Régia (100 pax)
Vagas: 100
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Gestores, pesquisadores, profissionais de saúde, estudantes de qualquer nível de ensino superior
Ementa:
Neste curso, pretendemos explorar fundamentos e sistematizar conceitos necessários à construção de uma teoria crítica do complexo sociotécnico que tem sido chamado de Saúde Digital (SD). Processos estruturantes da sociedade em rede são. Como ponto de partida postulamos que a SD se configura como objeto de conhecimento-intervenção e como campo social de saberes e práticas, no qual ecossistemas de objetos conceituais, dispositivos, artefatos e processos tecnológicos são realizados por sujeitos concretos, mediante uma práxis produtiva, atravessada por saberes técnicos. Para problematizar esta hipótese, primeiramente explicitaremos alguns fundamentos teóricos das categorias de objeto, espaço e campo, com base em autores herdeiros da epistemologia histórica e da teoria das práticas sociais, tomando o campo da Saúde Coletiva como foco. Em seguida, a fim de melhor avaliar impactos e desafios da transformação digital de sistemas de saúde em formações sociais contemporâneas, pautadas pelo conhecimento tecnocientífico, principal ativo econômico do capitalismo digital, propomos uma matriz que articula áreas-foco de atuação com temas-dimensões – infoestrutura, processos técnicos, objetos técnicos, redes sociotécnicas – que conformam o conjunto de práticas sociais e institucionais que se concretizam no sistema de objetos da SD. Em complemento, apresentamos um modelo preliminar da SD como espaço-campo de apropriação sociotécnica, articulando saberes e práticas na interseção entre disciplinas e modos de prática, onde se travam disputas por validade tecnocientífica, legitimidade social, autoridade institucional e efetividade normativa. Na interface entre ambiente, saúde e a nova interculturalidade digital, a SD emerge como um dos principais desafios do século XXI para uma vida sustentável.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 6 (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: anacovalerio@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A atividade propõe a realização de um cine debate em alusão aos dez anos de atuação do Consultório na Rua de Recife, estratégia da Atenção Primária à Saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), voltada à promoção do cuidado integral à população em situação de rua. A partir da exibição de material audiovisual e debate coletivo, busca refletir sobre os desafios, potências e aprendizados construídos ao longo dessa trajetória de cuidado em territórios marcados por profundas desigualdades sociais, diversidade cultural e vulnerabilidades sociais e ambientais.
Objetivando promover um espaço de diálogo crítico sobre a importância das políticas públicas de saúde voltadas a essa população, destacando o papel do cuidado territorial, abordagem interprofissional e das práticas orientadas pela redução de danos como estratégias fundamentais para a garantia de direitos. A atividade pretende também problematizar os determinantes sociais de saúde e as múltiplas dimensões que atravessam a vida nas ruas, como raça, gênero, território e condições socioeconômicas, evidenciando processos de exclusão, resistência e construção de direitos.
A proposta justifica-se pela relevância de ampliar o debate acadêmico, político-social acerca das políticas públicas voltadas a grupos historicamente marginalizados, especialmente diante dos desafios contemporâneos relacionados às desigualdades urbanas, precarização das condições de vida e às crises socioambientais. Assim, evidenciar a centralidade do território, da interculturalidade e da equidade na produção do cuidado.
O público-alvo inclui pesquisadores, estudantes, trabalhadores do SUS, gestores públicos, profissionais da assistência social, movimentos sociais e demais interessados nas interfaces entre saúde coletiva, políticas públicas e justiça social.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 2 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Espaço de encontro e articulação voltado ao debate sobre alimentação escolar, sustentabilidade e justiça climática, reunindo diferentes entidades envolvidos com políticas públicas de alimentação e nutrição. A atividade será organizada no formato de reunião ampliada para promover o diálogo, a escuta e a troca de opiniões sobre temas de interesse comum relacionados aos sistemas alimentares, à segurança alimentar e nutricional e às mudanças climáticas.
Objetivo: Promover o intercâmbio de experiências, reflexões e perspectivas entre pesquisadores, gestores públicos, professores de instituições públicas federais, representantes da agricultura familiar, movimentos sociais, Centros Colaboradores em Alimentação e Nutrição do Escolar (CECANE) e conselheiros do Conselho de Alimentação Escolar (CAE), Conselhos Regionais de Nutrição, buscando fortalecer o debate sobre o papel da alimentação escolar na promoção de sistemas alimentares sustentáveis e socialmente justos. Participarão pesquisadores, agricultores, e outros atores que atuam com alimentação escolar no Amazonas.
Justificativa: A alimentação escolar constitui uma política pública estratégica para a promoção do Direito Humano à Alimentação Adequada e Saudável, para o fortalecimento da agricultura familiar e para a valorização de sistemas alimentares mais sustentáveis. Diante do avanço das mudanças climáticas e do agravamento das desigualdades sociais, torna-se fundamental ampliar os espaços de diálogo e articulação entre diferentes setores para refletir sobre desafios, potencialidades e estratégias de fortalecimento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na perspectiva da sustentabilidade e da justiça climática.
Público-alvo: Pesquisadores, estudantes, gestores públicos, nutricionistas, professores de instituições públicas, conselheiros de políticas públicas, representantes da agricultura familiar e integrantes de movimentos sociais interessados na interface entre alimentação escolar, sustentabilidade e justiça climática.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 4 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O encontro tem como objetivo promover o diálogo entre estudantes e jovens pesquisadores interessados no campo da saúde digital. A atividade busca discutir os desafios contemporâneos da formação em saúde frente às transformações tecnológicas e às demandas sociais do século XXI. Serão abordados temas como interdisciplinaridade, interculturalidade, inovação tecnológica, sustentabilidade e participação social na construção de sistemas de saúde mais equitativos. O formato do encontro privilegia a troca de experiências e a construção coletiva de perspectivas de atuação acadêmica no campo da saúde digital. A atividade será conduzida por meio de roda de conversa e dinâmicas participativas que estimulem a interação entre participantes de diferentes regiões e áreas de conhecimento.
Local: UEA - Prédio Administrativo - 3° andar - AUD. II ADM (200 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Nosso encontro tem como objetivo o de fortalecer a articulação de pesquisadores e trabalhadores que atuam na qualificação de profissionais na Atenção Primária à Saúde na região norte cujas características geográficas e socioculturais trazem desafios específicos na proposição do desenvolvimento de práticas de pesquisa e de intervenção nos serviços de saúde que sejam adequadas à realidade cultural, social e geográfica da região. O fortalecimento dessa rede nesse encontro também possibilitará dialogar sobre os limites da adequação dos mestrados profissionais da região norte às métricas de qualidade estabelecidas que não dialogam com os contextos interculturais e as práticas colaborativas e decoloniais de produção do conhecimento. E como produto do encontro iremos promover a pactuação de uma agenda em comum para o fortalecimento do Mestrado Profissional em Saúde da Família para a região.
Local: UEA - 1º andar - SALA PPGSC02 (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO: atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A proposta “Vigilância Popular para Equidade em Saúde: Confluências entre o SUS e Territórios” consiste em um encontro voltado à troca de saberes entre profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS) e sujeitos coletivos dos territórios que desenvolvem práticas de vigilância popular em saúde e saúde ambiental. A atividade pretende criar um espaço de diálogo horizontal entre conhecimentos técnicos, científicos e populares, reconhecendo o território como espaço fundamental de produção de saberes, monitoramento de problemas e mobilização social em torno das condições de vida e saúde. O objetivo do encontro é apresentar e discutir iniciativas desenvolvidas no âmbito do SUS voltadas ao fortalecimento da Vigilância Popular em Saúde, incluindo projetos institucionais, diretrizes nacionais e produções técnicas e populares. Busca-se também refletir sobre como os territórios têm desempenhado papel central no controle social, no acompanhamento de agravos e na produção participativa de dados em saúde e ambiente.
A proposta justifica-se diante dos desafios contemporâneos relacionados às desigualdades sociais, às mudanças ambientais-climáticas e às iniquidades em saúde. Nesse contexto, fortalecer práticas participativas e processos de produção compartilhada do conhecimento contribui para aproximar o SUS das realidades territoriais de forma mais equitativa. A vigilância popular se apresenta como estratégia relevante para ampliar a participação social e garantir a equidade.
O encontro é destinado a profissionais do SUS, estudantes, pesquisadores, integrantes da sociedade civil organizada e movimentos sociais.
Local: UEA - Prédio ANEXO - 5° andar - AUD. III - Mini auditorio Alpha (80 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Proponente:
Coordenador(a):
Ementa:
A proposta de um fórum envolvendo a participação da gestão, SESAI, da academia, Fiocruz Amazônia, de instituições de saúde, Einstein Hospital Israelita, e do controle social, FPCondisi, é fomentar o debate sobre a importância de um território saudável para a saúde e modos de vida das populações. Os povos originários sempre apontaram o território como condição sine qua non para se ter saúde. Atualmente, as diversas ações de exploração do meio-ambiente, mesmo quando não executada pelas comunidades, tem contaminado a água e a terra destas populações. A SESAI tem desenvolvido diversas ações para qualificar a vigilância ambiental. Uma delas é o Programa Nacional de Saneamento Indígena (PNSI) que busca impulsionar o acesso à água de qualidade para o consumo humano e o direito à saneamento básico adequado em todos os territórios indígenas do país. Nesta perspectiva diversas ações estão em andamento, como o Projeto Proadi-SUS Vigilância Ambiental e Saúde Indígena que tem como objetivo a construção de uma plataforma de coleta, integração e análise de dados de vigilância ambiental e a análise de água e solo em 50 aldeias e 25 CASAIs de 10 DSEIs da região da Amazônia legal quanto a sua microbiota, presença de agrotóxicos e metais pesados. Neste sentido, debater com a população indígena e o público geral que tenham interesses nestas temáticas é fundamental para reflexões sobre a compreensão da água e da terra pelos indígenas bem como a sua importância na redução de doenças, principalmente as evitáveis, que é um dos focos do projeto VIGIAMBSI.
Local: UEA - Prédio ANEXO - 1º andar - Sala de aula ProEnSP (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: obesidade.enut@ufop.edu.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Discussão sobre propostas de políticas públicas intersetoriais antigordofobia suscitadas em oficinas regionais com a população adulta que vive com obesidade e em oficinas nacionais com pesquisadores e especialistas em obesidade, estigma de peso e interseccionalidade, entre julho de 2025 e janeiro de 2026. As oficinas pautaram-se nos objetivos do Projeto de Apoio à Implementação e Fortalecimento das ações da Estratégia Intersetorial de Prevenção da Obesidade, coordenada pela Universidade Federal de Ouro Preto em parceria com o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome. Foram idealizadas propostas de políticas que articulam setores como: Desenvolvimento e Assistência Social; Direitos Humanos; Educação; Saúde; Trabalho; Gestão e Inovação; Mobilidade Urbana; Desenvolvimento Urbano; Transporte Aéreo; Comunicação; Cultura; Comércio e Indústria; Esporte e Lazer; Criminal; Legislativo. O objetivo deste fórum é promover o debate em torno da viabilidade de implementação das propostas de políticas públicas intersetoriais, pela perspectiva de representantes de movimentos sociais ligados à prevenção da obesidade e da gordofobia. A consolidação do debate pode ser estruturante para o processo de advocacy quanto à elaboração e publicação do Estatuto da Pessoa com Obesidade. O público-alvo compreenderá integrantes de Organizações do Terceiro Setor e do Ativismo Gordo, Body Positive ou equivalente, com ideias convergentes sobre a concepção da obesidade como condição crônica de saúde que suscetibiliza grupos interseccionalmente minorizados à potencialização do estigma de peso. A presença de conflito de interesses com a indústria de alimentos ultraprocessados e a farmacêutica é critério decisivo para a exclusão.
Local: Psicologia - 1º andar - Auditório Sala 11 (80 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A branquitude é uma perspectiva recente nos estudos das relações raciais. Sua importância está na capacidade de subversão de paradigmas que, no enfrentamento do racismo, acabam por reiterar hierarquias raciais ao ocultar o lugar dos brancos na manutenção do racismo, na incidência da discriminação, essencializando os sistemas de dominação racial sob a identidade negra. A inscrição dessa chave analítica na saúde ainda é recente, todavia, mostra enorme potência. Esse fórum espera reunir estudantes, profissionais, gestores, pesquisadores, professores e movimentos sociais situados na Saúde Coletiva e interessados em discutir a incidência dessa abordagem no campo, apostando em sua potência. Espera-se, portanto, refletir sobre os modos como branquitude, contrato racial, pacto narcísico da branquitude, fragilidade branca e ignorância branca, e a miríade de conceitos que emergem desses estudos, podem ajudar a compreender a formação das desigualdades na saúde, compreendidas, sob essa perspectiva, como fenômeno social e racialmente construído sob uma agenda supremacista. Desvelar como branquitude se expressa na história e constituição desse campo, na produção de conhecimentos e do cuidado, na consecução das políticas e seus arranjos institucionais, nas ferramentas de gestão, nas epistemologias que orientam as análises e modos de compreensão dos fenômenos no campo pode, certamente, fortalecer a consubstanciação dos princípios do SUS, em especial, o da equidade. Aqui, estão convocados todos os que compreendem que incorporar a branquitude a agenda de pesquisas da Saúde Coletiva é uma tarefa não apenas urgente, mas necessária ao enfrentamento das iniquidades e dos dilemas estruturais do nosso sistema de saúde.
Local: CCA - Térreo - Sala Restinga (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: wghbrazil@womeningh.org c/c para laurepires@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Breve descrição: As mulheres são a principal força de trabalho nos sistemas de saúde, no Brasil e no mundo. Elas também são as principais cuidadoras dentro de casa e nos territórios. A despeito da sobrecarga de trabalho, do racismo estrutural e institucional, das ameaças de assédio e outras violências orientadas pelo gênero, elas têm sido essenciais para o avanço da ciência e do fazer cientifico no campo da Saúde Coletiva e da Saúde Global.
Nesse sentido, a oficina Mulheres, Cuidado e Saúde tem como objetivo discutir os desafios enfrentados por pesquisadoras, docentes, estudantes e trabalhadoras do SUS para uma vida segura, sustentável e saudável no ambiente de trabalho e de formação profissional, refletindo sobre ações de cuidado institucional do ponto vista intelectual, profissional e social para mulheres.
Em um cenário de assédio, violências múltiplas (físicas, epistêmicas, psicológicas, entre outras), podendo chegar ao feminicídio, discutir formas de cuidado institucional às mulheres é um desafio e um dever central para a Saúde Coletiva no e pós século XXI.
Metodologia: discussão de 4 casos baseados em situações de presença ou ausência de cuidado institucional para mulheres pesquisadoras, docentes, estudantes ou trabalhadoras. A partir dos casos será discutido em subgrupos as possibilidades de cuidado institucional e autocuidado. A Política Nacional de Cuidados, as discussões sobre equidade e gênero serão o pano de fundo norteador das discussões.
Público de interesse: pesquisadoras (es), docentes, estudantes e trabalhadoras (es) do SUS.
Local: CLL - Letras e Libras - Térreo - Sala 1 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: crtramontt@usp.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O Guia Alimentar para a População Brasileira (GAPB), fundamentado nas melhores evidências científicas, é a principal referência técnica e normativa para as políticas de alimentação e nutrição no Brasil. O GAPB reconhece os determinantes sociais, comerciais, políticos e ambientais da alimentação e estabelece a relação entre dietas saudáveis e a promoção de sistemas alimentares equitativos e sustentáveis.
Partindo da compreensão de que o acesso a alimentação saudável constitui dimensão central da equidade em saúde, especialmente em territórios periféricos vulnerabilizados, marcados por desigualdades econômicas, sociais e ambientais, esta oficina propõe, portanto, refletir e discutir possibilidades de formação em alimentação saudável a partir do potencial do GAPB enquanto ferramenta política, orientada pelo Direito Humano à Alimentação Adequada, com Cozinhas Solidárias. As Cozinhas Solidárias configuram-se como tecnologias sociais capazes de produzirem cuidado, organização comunitária e respostas coletivas a problemas complexos da saúde pública.
Serão apresentadas experiências de desenvolvimento e implementação de metodologias de pesquisa construídas em parceria com Cozinhas Solidárias do MTST, sobre alimentação saudável. A partir dessas experiências, busca-se construir, de forma colaborativa, possibilidades de formação e ferramentas para a promoção da alimentação saudável à luz das recomendações do GAPB. A oficina utilizará metodologias ativas de ensino-aprendizado, combinando exposição dialogada, troca de experiências, discussão de casos e elaboração de propostas aplicáveis aos contextos dos participantes. Destina-se a estudantes, pesquisadoras/es, profissionais, gestoras/es e integrantes de movimentos sociais interessados na interface entre alimentação, território, justiça social e saúde coletiva.
Local: FEFF (Bloco C) - andar - Sala de aula 5 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: https://forms.gle/JqhrxdeVtLma1nHK6
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O processo de escravização dos povos produziu um espaço contínuo de apagamento das questões intelectuais e de saberes produzidos e legitimados pelos povos africanos, africanos em diáspora forçada e para os povos originários que viviam e produziam nos territórios invadidos e silenciados. Entendemos que os saberes ancestrais dialogam com o respeito as todas as formas de vida e com outras relações com a natureza e o ambiente e urge que esses formatos de viver/pensar/agir estejam nos debates que atravessam a alimentação e nutrição.
Essa oficina é uma proposta do coletivo Rede Ajeum, Rede de nutricionistas e estudantes de nutrição negras e negros. A atividade visa analisar as estruturas históricas e contemporâneas que produzem desigualdades e opressões nesses campos, bem como fomentar a construção coletiva de estratégias de resistência, valorização cultural e transformação social, ancorada por uma interlocução com a agenda da justiça alimentar, ambiental e social.
Será utilizada uma proposta metodológica problematizadora e participativa, com questões disparadoras que estimulem o diálogo e a reflexão coletiva entre os participantes da oficina. Serão mobilizadas diferentes estratégias pedagógicas, como dinâmicas de grupo, jogos e exercícios participativos inspirados em práticas teatrais voltadas à problematização de situações de opressão e à experimentação coletiva de Caminhos Epistemológicos de transformação, e a construção coletiva de elementos visuais, favorecendo a participação ativa e a troca de experiências. Essas atividades buscarão articular referenciais africanos, afro diaspóricos e indígenas, indispensáveis para pensarmos soberania alimentar, sistemas alimentares, modos de vida, segurança alimentar e nutricional, saberes e políticas públicas.
Local: FCA - 1º andar - Sala 21 (20 pax)
Vagas: 20
INSCRIÇÃO entre em contato no email: cgcoc@saude.gov.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina “Monitoramento da Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde” tem como objetivo promover um espaço de reflexão e construção coletiva sobre estratégias de acompanhamento, avaliação e qualificação das ações de saúde mental desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde (APS), considerando referenciais normativos do Sistema Único de Saúde (SUS). A atividade propõe discutir dimensões centrais para a organização do cuidado em saúde mental, como acolhimento e continuidade do cuidado, capacitação das equipes, produção e uso de informações em saúde e gestão e articulação da rede de atenção.
Parte-se da compreensão de que o acompanhamento sistemático das práticas e da organização do cuidado é fundamental para fortalecer a APS como coordenadora do cuidado em saúde mental nos territórios. Nesse sentido, busca-se analisar coletivamente elementos relacionados ao acolhimento de demandas, acompanhamento de usuários e familiares, desenvolvimento de projetos terapêuticos singulares, ações de promoção e prevenção, registro e compartilhamento de informações, qualificação das equipes e integração com a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS).
A metodologia será participativa, com breve apresentação dos eixos de análise para o monitoramento das ações de saúde mental nos serviços de saúde, seguida de trabalho em grupos orientado por questões disparadoras relacionadas a cada eixo (acolhimento e continuidade do cuidado, capacitação de profissionais, gestão de registros e informações em saúde e articulação da rede de atenção). As discussões buscarão identificar desafios, experiências e lacunas no acompanhamento das ações, contribuindo para a definição de prioridades e propostas de monitoramento e de plano de ação para o fortalecimento do cuidado em saúde mental.
A oficina é destinada a gestores do SUS, profissionais da Atenção Primária e da Rede de Atenção Psicossocial, apoiadores institucionais, técnicos das secretarias de saúde, pesquisadores e estudantes interessados na qualificação das ações de saúde mental nos territórios.
Local: UEA - Prédio Administrativo - 4° andar - Mini auditório Telessaúde (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: mfterra@usp.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A violência contra mulheres constitui um fenômeno social complexo, atravessado por desigualdades de gênero, raça e classe, e reconhecido como importante problema de saúde pública. Nos serviços de saúde, profissionais frequentemente se deparam com situações de violência que exigem escuta qualificada, acolhimento e sensibilidade para reconhecer as vulnerabilidades e necessidades das mulheres. Entretanto, a formação em saúde ainda apresenta desafios para preparar estudantes e profissionais para lidar com essas situações de forma ética, crítica e comprometida com os direitos das mulheres.
A oficina tem como objetivo apresentar e vivenciar uma estratégia pedagógica voltada ao desenvolvimento de práticas de escuta e acolhimento de mulheres em situação de violência no campo da formação em saúde. A proposta busca estimular reflexões sobre o cuidado, as relações de poder que atravessam as experiências de violência e os desafios enfrentados pelos profissionais no cotidiano dos serviços.
A atividade será conduzida por meio de metodologias participativas e organizada em três momentos: (1) breve contextualização dialogada sobre violência de gênero e cuidado em saúde; (2) vivência de uma situação simulada de atendimento, por meio de role play, com foco na escuta e no acolhimento; e (3) debriefing coletivo para reflexão sobre a experiência, os sentimentos mobilizados e as possibilidades de qualificação das práticas de cuidado.
A oficina é destinada a pesquisadores, docentes, estudantes e profissionais das áreas da saúde e das ciências sociais, bem como a trabalhadores do SUS e integrantes de movimentos sociais interessados na temática da violência de gênero e da formação em saúde.
Local: UEA - 1º andar (COREMU) - Sala Labtecs (25 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: info@cuidachagas.org
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esta oficina parte de um desafio recorrente em saúde pública, onde a comunicação é muitas vezes reduzida à transmissão de mensagens padronizadas, com linguagem que nem sempre dialoga com realidades territoriais, desigualdades e diferenças socioculturais. Em contextos de iniquidade, isso pode reforçar barreiras de acesso, estigmas e desconfiança, além de invisibilizar saberes locais e assimetrias de poder entre serviços, gestão e população. O objetivo da oficina é fortalecer capacidades para planejar, executar e analisar práticas de comunicação em saúde junto às comunidades, como estratégia para promover diálogo, engajamento, participação social e direito à saúde, inspirada em abordagens latino-americanas de educação e comunicação popular, com ênfase em problematização, escuta e diálogo de saberes.
A oficina se ancora na experiência do Projeto CUIDA Chagas (doença de Chagas) como caso disparador, sem perder a transferibilidade para outros temas e territórios. Metodologia participativa (90 minutos): (1) breve enquadramento crítico (“quem comunica, com quem e para quê?”) e critérios éticos (não estigmatização, consentimento, cuidado); (2) apresentação de casos curtos no contexto das doenças negligenciadas; (3) círculos problematizadores em 4 ou 5 pequenos grupos a partir de desafios concretos do território (p.ex., estigma, barreiras linguísticas e digitais, rumores/desinformação, limites institucionais e de recursos) e considerando diversidade geográfica e cultural do Brasil. Os grupos serão convidados a cocriar respostas comunicacionais situadas (mensagens, formatos, canais e parcerias) e formas simples de avaliação participativa; (4) síntese coletiva com aprendizados, acordos e desafios comuns. Público: gestores/as, integrantes de ONGs, comunicadores/as, educadores/as, profissionais de saúde, estudantes e pesquisadores interessados no tema.
Local: UEA - Prédio Administrativo - 3° andar - Auditório da ESA (50 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: p.ericaoliveira@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Esta oficina é um convite a experienciar uma prática diferenciada de enfrentamento ao idadismo, compreendendo a força dos mestres e mestras da cultura popular para a perpetuação de um saber ancestral que dialoga com a intergeracionalidade, promovendo uma interlocução com o processo de envelhecimento no Brasil e trazendo resultados para a construção de políticas públicas de direitos da pessoa idosa. Objetivos: Promover o diálogo intergeracional entre estudantes, pesquisadores e artistas populares e fortalecer ações de enfrentamento ao idadismo e outras violênciascontra a pessoa idosa.. Metodologia: Utilizaremos o círculo de cultura como metodologia participativa na oficina proposta, partindo dos pressupostos do Estatuto da Pessoa Idosa, que inclui direitos à liberdade, à cultura, ao protagonismo e ao envelhecimento digno, ativo e saudável. Uma perspectiva que amplia o cuidado e ultrapassa o modelo tradicional de saúde através de uma abordagem centrada no sujeito, enfatizando o protagonismo, a autonomia e a liberdade de expressão das pessoas partiipantes.
Local: Psicologia - Térreo - Auditório Katia Lenz (120 pax)
Vagas: 120
INSCRIÇÃO: preencha o formulário no link: https://forms.office.com/Pages/ResponsePage.aspx?id=00pVmiu1Ykijb4TYkeXHBYK653oxiONEpIil_gENBPlUQ1hMT01IMkhGMUZEWkYxSko2NUFKT1Q5SiQlQCN0PWcu
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina propõe discutir o racismo como determinante estrutural das desigualdades em saúde materna no Brasil e refletir sobre estratégias para a construção de práticas de cuidado antirracistas no Sistema Único de Saúde.
Parte-se do reconhecimento de que mulheres negras, indígenas e grupos que vivem opressões interseccionais, enfrentam maiores barreiras de acesso e maior risco de morbimortalidade materna, expressando os efeitos do racismo estrutural e das desigualdades territoriais no campo da saúde.
Inspirada na proposta denominada “Passo Zero – Promova o enfrentamento ao racismo em todas as etapas do cuidado obstétrico”, iniciativa que incorpora os 10 Passos do Cuidado Obstétrico para a Redução da Morbimortalidade Materna (IFF/Fiocruz/MS) e que reconhece o enfrentamento ao racismo como condição estruturante para a redução da mortalidade materna, a oficina propõe a construção de um espaço de reflexão coletiva sobre as práticas de cuidado no ciclo gravídico-puerperal.
A atividade dialoga também com a implementação da Rede Alyne, política nacional voltada à organização da atenção materna e infantil no SUS, que enfatiza a promoção da equidade étnico-racial e a redução das desigualdades na assistência obstétrica.
A oficina buscará articular saberes acadêmicos, experiências da gestão pública, práticas desenvolvidas nos serviços de saúde e vivências produzidas por movimentos sociais e coletivos territoriais. Serão discutidas experiências relacionadas ao enfrentamento do racismo obstétrico e a construção de estratégias institucionais para a promoção da equidade.
A atividade pretende fortalecer o diálogo entre gestão, trabalhadores do SUS, pesquisadores, movimentos sociais e lideranças contribuindo para a construção de agendas e recomendações voltadas à incorporação de práticas antirracistas na atenção obstétrica e perinatal.
Local: Biblioteca setorial SUL - 1º andar - Sala 5 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O Grupo de Trabalho de Deficiência e Acessibilidade da Abrasco representa um espaço de diálogo e de articulação entre diferentes pesquisadoras/es e profissionais de saude que atuam no e do campo da Saúde Coletiva, implicados com a temática da deficiência na perspectiva dos direitos humanos. Buscamos diálogos interdisciplinares, intersetoriais e interinstitucionais para ampliar, fortalecer e aprimorar pesquisas e ações com e para pessoas com deficiência. Nesse sentido, o objetivo da reunião aberta do GT durante o 10º Congresso Brasileiro de Ciências Sociais e Humanas em Saúde é proporcionar um espaço de diálogo sobre esse campo de estudos e de ação entre os membros e congressistas interessados em conhecer o trabalho realizado pelo GT, em contribuir com o debate e/ou em fazer parte do grupo.
Local: Farmácia - Térreo - Auditório (130 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://forms.gle/F3G3RAeZP4gUm3Xu8
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Após o I Encontro no 14º Abrascão (2025), que resultou na Carta de Brasília, documento que denuncia precariedades na pós-graduação em Saúde Coletiva no Brasil e propõe rede nacional, este II Encontro busca dar continuidade à mobilização. Reuniremos discentes de programas brasileiros para avaliar avanços, debater novos desafios e fortalecer a rede via grupos temáticos e plenária.
A dinâmica do encontro busca favorecer a participação ativa por meio de apresentações, debates guiados por perguntas orientadoras e discussões em grupos temáticos, culminando em uma plenária de síntese e encaminhamentos futuros.
Local: Paulo Bürhnheim - 1º andar - Sala 8 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: bkauanef@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A atividade propõe um espaço participativo de diálogo e construção coletiva entre membros da Rede Saúde e Clima Brasil, com foco em fortalecer a articulação entre saúde pública e ação climática no país. A partir de uma facilitação estruturada, o encontro buscará refletir sobre desafios atuais, identificar oportunidades de incidência e promover a troca de experiências entre organizações, pesquisadores, profissionais de saúde e atores da sociedade civil. O espaço combinará momentos de escuta, sistematização de percepções e construção de encaminhamentos estratégicos para a atuação da Rede.
Local: Psicologia - Térreo - Auditório Katia Lenz (120 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO - atividade aberta sem necessidade de inscrição prévia, mediante disponibilidade na sala
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O encontro nacional do projeto Nós na Rede propõe reunir trabalhadores, educadores, pesquisadores e gestores participantes da formação para compartilhar experiências territoriais, refletir criticamente sobre os desafios contemporâneos da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e discutir caminhos para o fortalecimento da política de saúde mental no Brasil.
Desenvolvido pelo Ministério da Saúde em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz e com 40 Escolas do SUS, nos 27 estados, o projeto envolveu mais de mil municípios em cada um de seus dois ciclos formativos. Esse alcance territorial possibilitou mobilizar trabalhadores das diferentes regiões do país em processos formativos que articulam reflexão crítica sobre práticas de cuidado, análise das dinâmicas locais da RAPS e produção coletiva de conhecimentos a partir das experiências vividas nos serviços.
A proposta do encontro reconhece que a política nacional de saúde mental atravessou, nos últimos anos, um período marcado por contrarreforma e fragilizações institucionais que impactaram a organização da rede, o financiamento e as práticas territoriais de cuidado. Nesse contexto, torna-se fundamental criar espaços de intercâmbio capazes de visibilizar experiências concretas produzidas nos territórios e de refletir sobre estratégias de reconstrução e fortalecimento da atenção psicossocial.
O encontro busca, portanto, promover a circulação e a sistematização de aprendizados acumulados ao longo da formação, contribuindo para orientar futuras iniciativas de educação permanente em saúde. Ao mesmo tempo, pretende fortalecer vínculos e articulações entre participantes do projeto, ampliando a capacidade de mobilização coletiva em defesa dos princípios da Reforma Psiquiátrica, do cuidado em liberdade e do SUS.
Local: Biblioteca setorial SUL - 1º andar - Sala 5 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: caio.arato@hotmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Este fórum propõe discutir a evolução do campo de estudos em Saúde Indígena (SI) no Brasil nas últimas quatro décadas, destacando crescimento científico, disputas epistemológicas e os limites da produção de conhecimento centrada em paradigmas biomédicos. O objetivo é refletir sobre como a SI, além de área de estudo, constitui um espaço de intervenção e de articulação entre saberes indígenas e ciência, promovendo a necessária redistribuição epistêmica para além do mero reconhecimento simbólico. A justificativa reside na constatação de que, embora a produção científica tenha aumentado expressivamente, ela permanece concentrada em poucos estados e instituições, predominando abordagens quantitativas, enquanto os saberes indígenas são pouco incorporados como fontes epistemicamente autônomas. A discussão abordará desafios históricos e contemporâneos, incluindo políticas públicas como a PNASPI, o papel dos DSEIs e iniciativas de protagonismo indígena na pesquisa e na universidade, visando à construção de práticas de saúde interculturais e inclusivas. O público-alvo inclui pesquisadores, profissionais de saúde, gestores, estudantes de graduação e pós-graduação, movimentos sociais e povos indígenas, interessados em compreender o campo de SI como território de debate crítico sobre saúde coletiva, diversidade epistemológica e justiça social.
Local: FEFF (Bloco C) - andar - Sala de aula 5 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: psimedeiros10@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa
Apresentar as bases daquilo que chamamos epistemologias das águas, em que saberes amazônicos, quilombolas e a cartografia como método confluem e produzem operadores teóricos como a ideia de "territórios líquidos”, “confluência das águas” que nos permitem pensar-sentir-agir indagando sobre as redes vivas e de vida de estudantes ribeirinhos migrantes e construindo com eles mapas afetivos sobres suas experiências universitárias em Manaus. O objetivo da oficina é produzir coletivamente rios e redes vivas a partir das confluências das águas que territorializam e afirmam as vidas das pessoas participantes, permitindo a experimentação de uma metodologia cartográfica dessas redes vivas como dispositivo intercultural, de cuidado em saúde e de permanência e apoio a estudantes universitários. A metodologia participativa se organiza em quatro movimentos e envolverá a técnica dos Rios da Vida. No primeiro movimento, serão apresentadas ideias, pensamentos sobre o significado e afetações do rio para a vida dos participantes. No segundo movimento, apresentaremos perguntas disparadoras para a produção dos Rios da Vida e Redes Vivas dos participantes individualmente ou reunidos por semelhanças territoriais. No terceiro movimento, o coletivo de participantes irá desenhar seus Rios e Redes Vivas entre seus territórios. O quarto movimento, será de socialização e compartilhamento dos Rios e das Redes vivas produzidos coletivamente. O público são estudantes das ações afirmativas de graduação e pós-graduação, educadores, pessoas dos movimentos sociais, pessoas em situação de migração e refúgio, trabalhadores de saúde.
Local: CCA - Térreo - Sala Restinga (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO entre em contato no email: dandarapimentelfreitas@gmail.com
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
Em um campo tensionado por moralidades religiosas, interditos legais e desigualdades e estereótipos de gênero, como é o campo do aborto, como transitar discursos livres de estigma garantindo segurança a (e de) quem fala? A oficina propõe discutir estratégias de comunicação em saúde baseadas em evidências científicas e comprometidas com os direitos humanos, dialogando com a pluralidade de narrativas produzidas por movimentos feministas latino-americanos sobre aborto. No Brasil, o tema segue tabu, das campanhas eleitorais aos serviços de saúde, com projetos de lei, decisões judiciais e posicionamentos de entidades profissionais que impulsionam retrocessos e criminalização de quem aborta e de quem cuida, frequentemente em desacordo com recomendações internacionais.
O objetivo é analisar estigmas presentes em discursos e políticas sobre aborto e construir estratégias de comunicação que permitam falar do tema, especialmente do direito ao aborto, com segurança, sem estigma e a partir de uma perspectiva de cuidado, justiça reprodutiva e direitos. A metodologia combina compartilhamento de experiências, análise crítica de manchetes para debater os estigmas que as atravessam a partir de trabalho em subgrupos e reconstrução dessas narrativas à luz de diretrizes internacionais de cuidados em aborto, além da discussão de estratégias de comunicação para diferentes contextos de atuação (serviços de saúde, ensino, redes interpessoais e espaços públicos). O público-alvo inclui profissionais e estudantes da saúde coletiva e da APS, pesquisadoras/es, comunicadoras/es e integrantes de movimentos sociais interessados em comunicação em saúde, direitos sexuais e reprodutivos e cuidado às situações de aborto.
Local: FEFF (Bloco C) - andar - Sala de aula 2 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: cgcoc@saude.gov.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina “Construção de Indicadores de Saúde Mental na Atenção Primária à Saúde” propõe um espaço de reflexão e elaboração coletiva voltado ao desenvolvimento de indicadores que apoiem o acompanhamento e a qualificação das ações de saúde mental nos territórios. A atividade parte da compreensão de que a produção e o uso qualificado de informações são fundamentais para fortalecer a gestão, o planejamento e a avaliação das políticas públicas de saúde mental, contribuindo para a organização do cuidado e para a tomada de decisão baseada em evidências.
O objetivo da oficina é discutir e construir coletivamente propostas de indicadores de saúde mental, considerando as necessidades de monitoramento das práticas de cuidado, da organização dos serviços e da articulação entre os diferentes pontos da rede de atenção.
A metodologia será participativa e estruturada em dois momentos. Inicialmente, será apresentado um panorama nacional da saúde mental, com dados de atendimento e indicadores epidemiológicos do território brasileiro, bem como resultados e tendências identificadas em processos de avaliação institucional realizados pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (DenaSUS/DenaqSUS) entre 2022 e 2023. Em seguida, os participantes serão organizados em grupos de trabalho, orientados por eixos temáticos relacionados à organização do cuidado, produção de informações, gestão e articulação da rede, para discutir lacunas de monitoramento e propor indicadores estratégicos e possibilidades de uso dessas informações na gestão e no acompanhamento das ações.
A oficina é destinada a gestores do SUS, profissionais da Atenção Primária e da Rede de Atenção Psicossocial, técnicos das secretarias de saúde, apoiadores institucionais, pesquisadores e estudantes, interessados em fortalecer estratégias de monitoramento e avaliação das políticas e práticas de saúde mental.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 6 (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO preencha o formulário no link: https://forms.gle/9HVxgCX7RSuDNViaA
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina desenvolverá uma experiência de avaliação apreciativa, proposta metodológica participativa para análise de processos, programas e políticas. A Avaliação Apreciativa é considerada um instrumento teórico-metodológico de intervenção e de transformação da realidade, a partir do reconhecimento e da compreensão das experiências positivas e práticas bem-sucedidas de indivíduos, grupos ou instituições. O objetivo da oficina é apresentar os fundamentos teórico-metodológicos da avaliação apreciativa e discutir sua aplicação na análise da implementação das políticas de ações afirmativas (PAF) na pós-graduação em Saúde Coletiva. Busca-se estimular a reflexão crítica sobre experiências institucionais, identificar práticas exitosas e construir coletivamente perspectivas para aprimorar o acesso, a permanência e a trajetória acadêmica de estudantes beneficiários dessas políticas. A metodologia da oficina será participativa e dialógica, combinando exposição dialogada sobre os princípios da avaliação apreciativa com atividades práticas em grupo. Serão utilizados dispositivos metodológicos como roda de conversa e construção de painel síntese. As atividades buscarão estimular a troca de experiências entre participantes e a construção coletiva de propostas de fortalecimento das ações afirmativas. Ao final das atividades os participantes terão compreendido os fundamentos e princípios metodológicos da avaliação apreciativa a partir de uma experiência prática. Além disso, contribuirão para a reflexão e avaliação das PAF na pós-graduação em saúde coletiva. A oficina é destinada a discentes de pós-graduação e demais interessados na temática das ações afirmativas na pós-graduação.
Local: Biblioteca setorial SUL - Térreo - Auditório Hall (300 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: fernando.hellmann@ufsc.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A incorporação crescente de ferramentas de inteligência artificial generativa (IAGen) no campo acadêmico tem transformado as práticas de produção e comunicação do conhecimento científico. No âmbito das pesquisas qualitativas em Ciências Sociais e Humanas em Saúde, essas tecnologias podem apoiar diferentes etapas da escrita científica, como a organização de ideias, a revisão textual, a síntese de resultados e o aprimoramento da clareza argumentativa. Contudo, seu uso também levanta importantes desafios éticos, metodológicos e editoriais, relacionados à autoria, à integridade científica, à transparência no uso dessas ferramentas e aos riscos de homogeneização epistemológica e automatização acrítica da produção acadêmica.
Esta oficina tem como objetivo discutir o uso crítico, responsável e transparente da inteligência artificial na redação de artigos científicos qualitativos. A atividade será fundamentada no guia Recomendações para a redação de artigos científicos de pesquisa qualitativa com uso de inteligência artificial (https://doi.org/10.5281/zenodo.17818172), desenvolvido no âmbito da Cátedra UNESCO de Bioética e Saúde Coletiva / Cátedra Giovanni Berlinguer da Universidade Federal de Santa Catarina. O guia apresenta orientações éticas, metodológicas e editoriais alinhadas às diretrizes internacionais COREQ, SRQR e ENTREQ, bem como às recomendações da UNESCO sobre ética da inteligência artificial, ciência aberta e bioética e direitos humanos.
A metodologia combinará exposição dialogada e atividades práticas voltadas à estruturação de artigos qualitativos e ao uso responsável da IA na escrita acadêmica. A oficina destina-se a estudantes de pós-graduação, pesquisadores e docentes interessados em aprimorar suas práticas de escrita científica qualitativa com rigor metodológico, integridade científica e transparência.
Vagas: 20
INSCRIÇÃO entre em contato no email: hilton.silva@unb.br
Carga horária: 4 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Coordenação do Comitê Assessor de Relações Internacionais (Cari) passou das mãos de Luis Eugenio de Souza para Hilton Pereira da Silva em janeiro de 2026. Ao longo dos anos a atividade principal do Cari tem sido o estreitamento das relações entre a Abrasco e as entidades representativas da Saúde Pública no nível mundial, notadamente, a Federação Mundial de Associações de Saúde Pública (WFPHA), a Aliança das Associações de Saúde Pública das Américas (AASPA) e a busca pela inclusão do tema da Saúde Global nos diversos fóruns da ABRASCO. O Cari se propõe a ser um espaço de articulação entre pesquisadores(as), gestores(as), trabalhadores(as) e representantes da sociedade civil, nacionais e internacionais, com atuação em temas emergentes da Saúde Global, como a crise climática, a persistência de práticas coloniais, as novas tecnologias e a ampliação das desigualdades sociais e seus impactos na saúde. O Cari, em parceria com diversos GTs da ABRASCO e outras instituições e movimentos, pretende fomentar o debate acerca das abordagens teóricas e práticas que analisam criticamente a dinâmica atual da saúde no cenário internacional, prezando por olhares desde o Sul Global, com ancoragem em referenciais que incluem a determinação social da saúde, interseccionalidade e saúde, clima e saúde, equidade, interculturalidade e descolonização da Saúde Global. A reunião geral dos membros do Comitê durante o 10º CSHS será um momento de reflexão coletiva para a avaliação das atividades realizadas e o planejamento para as ações futuras da Cari.
Local: ICB 01 - 3º andar - Auditório Altair Fernandes (160 pax)
Vagas: 100
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Pesquisadores e estudantes de saúde, trabalhadores do Sistema Único de Saúde e lideranças de movimentos sociais populares
Ementa:
1) Contextualização e justificativa: As condições de vida e saúde são atravessadas por processos de Determinação Social da Saúde (BREILH, 2011), como o racismo, machismo, patriarcado, colonialidade, capitalismo e outras estruturas sociais, que se cruzam (CRENSHAW, 1989). O Sistema Único de Saúde (SUS) tem avançado em políticas de equidade, apesar do sucesso mitigado pela baixa implementação em estados e municípios (BRASIL, 2023). O racismo institucional acaba por estruturar a organização e funcionamento dos serviços do SUS contribuindo para agravar as barreiras de acesso e os indicadores de saúde, invisibilizando os saberes e fazeres das medicinas ancestrais e tradicionais afro-brasileiras (WERNECK, 2016). Para superar o racismo epistêmico (CARNEIRO, 2023) no SUS é preciso o diálogo intercultural crítico (WALSH, 2005) no fortalecimento dessas formas de cuidado junto aos territórios, favelas, campo, florestas e águas. 2) Objetivo e metodologia: Debater as experiências de formação-ação de Agentes de Promoção da Saúde e Igualdade Racial para a equidade de gênero, raça e etnia, junto aos territórios. Será utilizada a ideia de ebó (partilha) de saberes e fazeres (RUFINO, 2019), composto de um xirê (roda) de compartilhamento de experiências e cosmologias; um xirê sobre formação-ação, metodologias participativas, interculturalidade e educação popular em saúde; um círculo de confluências e interseccionalidades para a equidade de gênero, raça e etnia na saúde. 3) Inovação: Confluências teórico-práticas entre interseccionalidade e formação-ação como metodologias de formação crítica de Agentes de Promoção da Saúde e Igualdade Racial junto aos territórios, visando a emancipação, autonomia, antirracismo e valorização dos saberes e fazeres ancestrais.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 5 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Pesquisadores(as), estudantes, profissionais de saúde e representantes dos movimentos sociais e populares.
Ementa:
Os saberes ancestrais apresentam um conjunto de práticas de cuidado de si e do coletivo, constituindo-se um legado do patrimônio imaterial brasileiro. Nas comunidades tradicionais, mas também nos territórios urbanos de saúde, são as mulheres, em sua maioria, que evocam a resistência ancestral de cura e cuidado, mobilizando um modelo societário por meio da relação da confluência entre os viventes. Diante dos desafios colocados na contemporaneidade ao cuidado em saúde, na encruzilhada que nos encontramos para construção de qual projeto de sociedade vamos caminhar, este minicurso propõe produzir diálogos entre os saberes acadêmicos e os saberes ancestrais. O objetivo é convocar os participantes a construírem uma cartografia dos saberes ancestrais, dialogando com a interculturalidade, oralidade e cuidado. Partindo do pressuposto que a interculturalidade convoca a ecologização de saberes, o cuidado de si e o cuidado coletivo, a construção de projetos de felicidades em saúde, que constituem campos de disputas para o enfrentamento de sofrimentos ético-políticos. Para tanto, utilizaremos a cartografia de si, uma abordagem metodológica ético-política para mapear a própria trajetória e experiências com os saberes ancestrais familiares, a partir de mapas dos processos subjetivação dos/das participantes do curso. A cartografia de si será apresentada a partir das possibilidades de diálogos entre o pensamento social latino-americano, afro-diaspórico e o campo da saúde Coletiva, considerando a interculturalidade como a ferramenta analítica e política capaz de produzir reflexões para o planejamento de projeto de cuidado em saúde na Atenção Primária. Esperamos reunir pesquisadores(as), estudantes, profissionais de saúde e representantes dos movimentos sociais e populares.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 4 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Profissionais interessados dos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), trabalhadores do SUS, pesquisadores, docentes, estudantes de graduação e pós-graduação, residentes e demais interessados na atenção à saúde dos povos indígenas.
Ementa:
O minicurso abordará a atenção à saúde das mulheres Yanomami e Ye’kwana durante a gestação, o parto e diante de intercorrências obstétricas, considerando as dimensões socioculturais, antropológicas e políticas que atravessam as experiências de cuidado em saúde no território indígena. A partir de elementos da organização social e da cosmologia relacionados à gestação, ao parto e ao nascimento, serão discutidas diferentes concepções de corpo, reprodução e maternidade e suas implicações para as práticas de cuidado.
A atividade propõe uma reflexão sobre os desafios éticos e interculturais presentes na atenção às mulheres indígenas, em situações de gravidez e risco obstétrico, com ênfase nas possibilidades de diálogo entre saberes indígenas e biomédicos no âmbito do SUS. Serão mobilizadas contribuições da antropologia, da saúde coletiva e da atenção obstétrica, articuladas a experiências do território Yanomami e Ye’kwana, de modo a favorecer a construção de práticas de cuidado sensíveis às especificidades socioculturais e comprometidas com a equidade em saúde.
A metodologia será desenvolvida por meio de exposições dialogadas, rodas de conversa e apresentação de materiais técnico-pedagógicos para apoiar profissionais que atuam em territórios indígenas.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 7 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Profissionais de saúde e gestores do SUS, além de estudantes do campo da saúde e proteção social
Ementa:
O fenômeno da situação de rua é perpassado por processos históricos, econômicos, sociais, jurídicos e demográficos, com impactos nas políticas públicas específicas para esta população, além de efeitos na produção subjetiva de profissionais de saúde, gestores(as) e da própria população. No caso brasileiro, perpassam o fenômeno o degredo colonial, a escravização, o êxodo rural no século XX, a urbanização acelerada, entre outros elementos que complexificam a questão.
Além disso, temos o aumento da população em situação de rua registrado no Brasil e o agravamento das condições de vulnerabilização no período de pandêmico e pós-pandêmico.
Neste contexto, refletir sobre os diversos processos que compõem a questão da situação de rua, com análises interseccionais, considerando pontos citados e seus desdobramentos nos territórios, na formação profissional, na atenção à saúde e na intersetorialidade mostra-se como central.
Destaca-se a importância de discutir e trabalhar as relações entre interculturalidade e saúde, sobretudo para políticas públicas que visam cuidar de uma população que é atravessada por pessoas negras, LGBTQIA+, mulheres, crianças, pessoas com problema na relação com álcool e outras drogas, entre outras vulnerabilizações. A interação a cultura dos territórios, das redes de atenção à saúde e dos usuários, exige uma leitura sofisticada da realidade e do sistema de saúde.
Como metodologia, serão apresentados e analisados, de modo dialógico, elementos conceituais, a literatura científica e estudos de casos, sobre os processos de produção do fenômeno, as diferentes políticas públicas para esta população e experiências inovadoras de atuação em parceria entre instituições públicas e movimentos sociais.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 8 (50 pax)
Vagas: 25
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Estudantes, pesquisadores e profissionais
Ementa:
A interseccionalidade tem se consolidado como um referencial teórico-metodológico fundamental nas ciências humanas e sociais, especialmente em pesquisas que abordam desigualdades, direitos humanos, saúde, educação e políticas públicas. Originada nos estudos feministas negros, a perspectiva interseccional permite compreender como marcadores sociais como raça, gênero, classe, geração, sexualidade, deficiência e território se articulam na produção de experiências sociais complexas, exigindo abordagens analíticas que superem leituras fragmentadas da realidade. No campo da pesquisa qualitativa, a interseccionalidade tem contribuído para o refinamento dos desenhos metodológicos, da construção de categorias analíticas e da interpretação dos dados, ampliando a capacidade crítica das investigações e favorecendo análises mais sensíveis às relações de poder e às múltiplas formas de opressão e privilégio. Nesse contexto, a análise temática constitui uma estratégia amplamente utilizada, podendo ser potencializada quando orientada por uma perspectiva interseccional, permitindo a identificação de padrões, sentidos e narrativas atravessadas por diferentes marcadores sociais. O minicurso tem como objetivo apresentar fundamentos teóricos da interseccionalidade e discutir sua aplicação na pesquisa qualitativa, com ênfase na análise temática como ferramenta analítica. Serão abordados procedimentos de construção do corpus, definição de categorias, codificação, interpretação e produção de resultados a partir de uma lente interseccional. A proposta possui caráter teórico-prático, envolvendo exposição dialogada, análise de exemplos de pesquisas, exercícios de categorização e discussão coletiva, contribuindo para o aprimoramento metodológico de estudantes, pesquisadores e profissionais interessados em produzir investigações críticas, éticas e socialmente comprometidas.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 9 (50 pax)
Vagas: 50
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Docentes do ensino superior, profissionais da saúde, preceptores, residentes, estudantes de pós-graduação e pesquisadores interessados nas interfaces entre educação, saúde coletiva, formação profissional e processos educativos comprometidos com o Sistema Único de Saúde.
Ementa:
A formação em saúde enfrenta o desafio de articular conhecimento científico, compromisso ético e responsabilidade social diante das profundas iniquidades que marcam os territórios e os sistemas de cuidado. Nesse contexto, as Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem (MAEAs) têm sido amplamente difundidas como estratégias capazes de promover protagonismo discente, aprendizagem significativa e integração entre teoria e prática. Entretanto, sua incorporação no ensino superior frequentemente ocorre de forma instrumental, descolada de fundamentos pedagógicos consistentes e de seu horizonte ético-político.
Este minicurso propõe uma imersão crítico-vivencial nas MAEAs, articulando fundamentos teóricos, experiências formativas e vivências pedagógicas no campo da educação em saúde. A proposta dialoga com referenciais teórico-pedagógicos da pedagogia crítico-emancipatória, da pedagogia histórico-crítica, da aprendizagem significativa e da andragogia, bem como com contribuições de autores como Paulo Freire, John Dewey, David Ausubel e Dermeval Saviani.
O eixo estruturante do minicurso é o marco conceitual autoral dos Dez Pilares das Metodologias Ativas de Ensino-Aprendizagem, que compreende a educação como prática dialógica, colaborativa e socialmente situada. A partir desse referencial, os participantes serão convidados a refletir sobre o potencial das metodologias ativas para fortalecer práticas educativas comprometidas com a equidade, a interculturalidade, a valorização de saberes plurais e a formação de profissionais sensíveis às realidades dos territórios do SUS.
A metodologia do curso será teórico-vivencial, com dinâmicas participativas e reflexivas, trabalho em pequenos grupos, problematização de situações reais do trabalho em saúde e uso de recursos pedagógicos analógicos e digitais, favorecendo a construção coletiva do conhecimento e a reflexão crítica sobre os processos formativos na saúde.
Local: Psicologia - 2º andar - Sala supervisão 1 (15 pax)
Vagas:15
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Docentes; pesquisadores; estudantes de graduação; estudantes de pós-graduação; demais interessados/as/es
Ementa:
O minicurso pressupõe que os desafios à saúde para o século XXI envolvem conflitos epistemológicos que são também políticos, e que há necessidade de atividade intelectual para além das demarcações disciplinares. Pressupõe, ainda, que transformações no âmbito das próprias ciências sociais são necessárias para a produção de novos conhecimentos.
Riscos e relações de risco são tema vasto no campo da Saúde Pública/Coletiva, em suas abordagens epidemiológica, socioantropológica, de política e gestão, podendo ser consideradas categorias de interação.
O minicurso decorre de projeto de pesquisa subvencionado pelo CNPq e problematiza as relações de definição e decisão de riscos em saúde no contexto contemporâneo, em torno dos seguintes temas:
- Individualização, subjetividade e riscos em saúde: uma perspectiva multidisciplinar;
- Sobre a ideia contemporânea de progresso: a expansão da medicalização e do ultra-preventivismo como novas formas de controle em saúde e responsabilização individual dos riscos;
- Digitalização, riscos e saúde: Inteligência Artificial e telemedicina no Brasil;
- Relações Estado-sociedade, saúde e desigualdades sociais: o papel da Reforma Sanitária brasileira hoje;
- Problematizando o marco dos determinantes sociais em saúde no contexto contemporâneo.
O minicurso é ministrado por 11 docentes, em formato de exposições e debates por cada tema. Os docentes integram o grupo de pesquisa CNPq Mudanças Sociais Contemporâneas e Saúde.
Local: Psicologia - 3º andar - Sala Projeto Maria Jiquitaia (40 pax)
Vagas: 40
Carga horária: 8 horas
Certificado: na área restrita do participante
Público alvo:
Gestores, trabalhadores do SUS, acadêmicos, lideranças de movimentos sociais e pesquisadores interessados em avaliação em saúde e justiça social.
Ementa:
O curso incentivará o uso de indicadores e informações para a gestão do SUS, visando a redução de desigualdades e a promoção de uma ciência em saúde coletiva que dialogue efetivamente com os territórios, partindo do arcabouço teórico-metodológico do Projeto de Avaliação do Desempenho do Sistema de Saúde (Proadess - www.proadess.icict.fiocruz.br)
desenvolvido na Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O Proadess, desde 2003, apresenta uma proposta pautada pela concepção legal do SUS, seus objetivos e prioridades, a partir da construção de uma matriz composta por quatro grandes dimensões (determinantes da saúde, condições de saúde da população, sistema de saúde e desempenho dos serviços de saúde) e suas respectivas subdimensões, tendo a equidade como um eixo transversal na avaliação. Objetivos: apresentar o modelo conceitual e a plataforma do Proadess como ferramentas de monitoramento da equidade no SUS; incentivar o uso de indicadores de saúde no planejamento e gestão dos serviços de saúde e em ações para a redução das desigualdades e iniquidades em saúde; analisar criticamente a aplicabilidade de indicadores universais em contextos de diversidade cultural e desafios territoriais específicos; debater a inclusão de dimensões relacionadas ao ambiente e clima na avaliação do desempenho dos serviços de saúde; colaborar para o aprimoramento da plataforma a partir do diálogo com as experiências locais dos participantes. A atividade será presencial (8h) e utilizará metodologias participativas, incluindo: exposições dialogadas sobre os marcos teóricos da avaliação de sistemas de saúde e equidade e oficina prática de navegação e análise de dados na plataforma PROADESS.
Local: FCA - Térreo - Auditório Sumauma (230 pax)
Vagas: 100
INSCRIÇÃO entre em contato no email: saudeindigena.ensp@fiocruz.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A oficina tem como objetivo refletir sobre os processos de pesquisa, de formação e de publicação científica no contexto dos Povos Indígenas por pesquisadores indígenas e não-Indígenas, visando construir consensos acerca de recomendações para a ética em pesquisa na Saúde Coletiva. A atividade envolverá a contextualização a partir de marcos históricos e legais da ética em pesquisa e Povos Indígenas no Brasil, com as experiências das representações Indígenas no CONEP, FUNAI e SESAI, e de perspectivas de coletivos e articulações de estudantes e profissionais Indígenas como APIB, ABIA, ABIPSI e ENEI. Serão realizados grupos de trabalho a partir das seguintes perguntas orientadoras: Quais os princípios que queremos como base para as discussões sobre ética em pesquisa? Quais marcos legais e normativos devem ser considerados? Como os programas de graduação e pós-graduação devem formar seus pesquisadores Indígenas e não-Indígenas para pesquisas no contexto dos Povos Indígenas? Quais recomendações para os comitês de ética em pesquisa? Quais recomendações para chamadas de financiamento de pesquisas no contexto dos Povos Indígenas? Quais recomendações para editorias científicas sobre procedimentos e exigências para a publicação de pesquisadores Indígenas e não-Indígena? Como produto final deseja-se consolidar documento com princípios e diretrizes consensuais entre os pesquisadores e estudantes Indígenas para recomendações na elaboração de protocolos de ética, comitês de ética em pesquisa, instituições formadoras, agências de fomento e entidades científicas.
Local: Psicologia - 2º andar - Sala Trabalho Grupal (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: pitss.atencao.inova@fiocruz.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A promoção da saúde e da sustentabilidade nos territórios requer abordagens interdisciplinares e participativas que articulem instituições de pesquisa, gestores, profissionais de saúde e movimentos sociais, integrando conhecimento científico e saberes locais para a construção de agendas de pesquisa voltadas à redução das iniquidades e ao fortalecimento do SUS.
Neste sentido, a Fiocruz considera estratégica a indução de pesquisas voltadas aos desafios concretos dos territórios. Editais de pesquisa na temática Territórios Sustentáveis e Saudáveis, apoiados pelo Programa Institucional de Territórios Sustentáveis e Saudáveis e pela Coordenação de Atenção à Saúde da Vice-presidência de Ambiente, Atenção e Promoção da Saúde da Fiocruz, demonstram potencial para produzir conhecimentos que contribuam para a promoção da saúde, a sustentabilidade e o fortalecimento da atenção nos territórios. Atualmente são acompanhados 12 projetos, três deles no estado do Amazonas.
Entretanto, existem desafios para a indução e consolidação dessas pesquisas. Principalmente a sustentabilidade e continuidade das ações após o término do projeto, a complexidade da articulação institucional e política, verificada em dificuldades de diálogo frente a mudanças de governo e divergências políticas, bem como a necessária ampliação da participação social e da articulação com serviços de saúde.
A oficina tem como objetivo promover um espaço de reflexão e de troca de experiências sobre os desafios e as estratégias para a indução de pesquisas territorializadas com os compromissos mencionados anteriormente.
Metodologia: exposições dialogadas, apresentação de experiências, grupos de trabalho e plenária de sistematização.
Público: Pesquisadores, gestores e profissionais de saúde, representantes de territórios, movimentos sociais e estudantes.
Local: CCA - Térreo - Sala Castanheira (30 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSdJT6QnPrKWgmAkGAM9swd-M7IbD-sPrQZhdaOcKKyk8ffyNg/viewform?usp=publish-editor
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Atenção Primária à Saúde (APS) constitui um espaço estratégico para integrar saberes científicos e práticas tradicionais, sobretudo em territórios marcados pela diversidade cultural e pela presença de múltiplas cosmologias. Esta oficina nasce da experiência de intercâmbio realizada entre Brasil e Colômbia, envolvendo encontros com pajés, lideranças indígenas, coletivos juvenis e profissionais de saúde, que evidenciaram a urgência de ações interculturais capazes de responder a desafios compartilhados, como violência de gênero, suicídio e uso abusivo de álcool em comunidades amazônicas. A partir dessa vivência, a oficina propõe um ambiente de diálogo e aprendizagem mútua sobre práticas de cuidado na APS, articulando saberes indígenas como rezas, uso de plantas medicinais como o Carayurú, com conhecimentos biomédicos e tecnologias sociais. Ao valorizar espiritualidade, território e modos de vida, busca-se fortalecer estratégias de bem-viver e ampliar a compreensão sobre saúde mental em contextos interculturais. A iniciativa pretende contribuir para a construção de redes interculturais de cuidado e para o desenvolvimento de ações colaborativas entre países amazônicos, promovendo o encontro entre ciência, tradição, arte e políticas públicas. Objetivo Geral: Promover trocas de saberes e reflexões que subsidiem ações e pesquisas interculturais na APS, com foco no cuidado integral e na prevenção em saúde mental. Metodologia :Exposição dialogada sobre a missão Bogotá–Mitú e suas aprendizagens, Roda de troca inspirada na TCI, Exibição e debate de vídeos produzidos por jovens indígenas e iniciativas brasileiras, Construção coletiva de propostas, parcerias e encaminhamentos. Público-alvo: Profissionais APS, pesquisadores, estudantes, lideranças comunitárias, movimentos sociais e interessados em saúde intercultural.
Local: Paulo Bürhnheim - 1º andar - Sala 8 (40 pax)
Vagas: 40
INSCRIÇÃO entre em contato no email: carolinaofranti@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A desinformação em saúde não é um fenômeno novo, mas ganhou maior visibilidade e impacto com a intensificação da digitalização da comunicação e, especialmente, após a pandemia de covid-19. Nesse contexto, a circulação acelerada de conteúdos falsos ou enganosos passou a afetar diretamente a atuação de profissionais de saúde na ponta, a relação com a população e o próprio funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS).
A oficina tem como objetivo apresentar e discutir conceitos centrais sobre desinformação em saúde, abordando suas dinâmicas contemporâneas, com destaque para os desafios trazidos pelas plataformas digitais e pelas inteligências artificiais generativas. Também serão explorados os impactos desse fenômeno na comunicação pública, na confiança institucional e nas práticas de cuidado em saúde.
Metodologicamente, a atividade combinará exposição conceitual, debate coletivo e trabalho em grupo. A partir das discussões realizadas, os participantes serão convidados a desenvolver propostas iniciais de núcleos de enfrentamento à desinformação em saúde, considerando atores envolvidos, eixos de atuação, desafios e formas de governança.
As propostas deverão dialogar com realidades territoriais específicas, como contextos urbanos, periféricos, ribeirinhos, indígenas ou outros, de modo a refletir sobre estratégias contextualizadas de prevenção e resposta à desinformação. A oficina é voltada a profissionais de saúde, gestores, comunicadores e demais interessados no fortalecimento de estratégias de enfrentamento à desinformação no âmbito do SUS.
Local: Psicologia - 3º andar - Laboratório LANA (20 pax)
Vagas: 20
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://forms.gle/d8hbiV6GaKvrXAxK6
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Oficina visa discutir os entrelaçamentos possíveis entre a Rede de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (RENAST/CEREST) e a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), considerando o trabalho e os territórios de atuação como determinante do sofrimento psíquico contemporâneo. Parte-se da constatação de que o adoecimento mental relacionado ao trabalho desafia as redes de saúde do SUS e as convoca a superar fragmentações institucionais, epistemológicas e político-assistenciais.
À luz do tema do Congresso - “Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”- a Oficina parte do território como espaço onde o sofrimento se inscreve e se expressa, mas também como campo de resistência e criação, mobilizando a metáfora da “tessitura” para refletir sobre articulações vivas entre políticas, serviços e sujeitos. Nessa direção, a proposta articula análise crítica, construção coletiva de leituras e cartografias do cuidado e formulação de proposições concretas voltadas ao fortalecimento do cuidado integral no SUS, tomando a categoria trabalho como eixo central das ações. É uma proposta de continuidade de diálogos e interlocuções do Observatório Nacional de Saúde Mental e o Departamento de Saude Mental, Álcool e outras Drogas (DESMAD-MS). À luz do tema do Congresso - “Interculturalidade, ambiente e saúde: os desafios do século XXI para uma vida em conexão com os territórios”- a Oficina parte do território como espaço onde o sofrimento se inscreve e se expressa, mas também como campo de resistência e criação, mobilizando a metáfora da “tessitura” para refletir sobre articulações vivas entre políticas, serviços e sujeitos. Nessa direção, a proposta articula análise crítica, construção coletiva de leituras e cartografias do cuidado e formulação de proposições concretas voltadas ao fortalecimento do cuidado integral no SUS, tomando a categoria trabalho como eixo central das ações. É uma proposta de continuidade de diálogos e interlocuções do Observatório Nacional de Saúde Mental e o Departamento de Saude Mental, Álcool e outras Drogas (DESMAD-MS).
Identificar e fortalecer as tessituras entre as redes de atenção do SUS, incluindo a RENAST e a RAPS, a partir da análise dos desafios e potencialidades de articulação dessas redes no enfrentamento do sofrimento psíquico de trabalhadores trabalhadoras, considerando as dimensões interculturais e as especificidades dos territórios de atuação.
Objetivo Geral
Identificar e fortalecer as tessituras entre as redes de atenção do SUS, incluindo a RENAST e a RAPS, a partir da análise dos desafios e potencialidades de articulação dessas redes no enfrentamento do sofrimento psíquico de trabalhadores trabalhadoras, considerando as dimensões interculturais e as especificidades dos territórios de atuação.
Objetivos Específicos
Analisar o papel do trabalho na determinação social do sofrimento psíquico e suas implicações para a tessitura das redes de atenção do SUS, examinando como essas redes respondem - ou deixam de responder - às demandas produzidas nos territórios de trabalho.
Identificar nós críticos e lacunas nas tesssituras de integração entre a RAPS e a RENAST.
Elaborar proposições intersetoriais territorializadas para o fortalecimento das redes de integração e promoção da saúde mental.
Fortalecer o diálogo entre pesquisadores/as, trabalhadores/as do SUS e movimentos sociais, promovendo a construção coletiva de estratégias de cuidado e atenção em saúde mental.
Metodologia
1. Disparadores
Exposição dialogada voltada à reflexão sobre as relações entre trabalho, saúde mental e políticas públicas, abordando:
Trabalho e sofrimento psíquico dimensões sociais e culturais do adoecimento no contexto laboral.
Determinação social da saúde - análise crítica das condições estruturais que influenciam a saúde mental dos trabalhadores.
Fragmentação das redes - lacunas e barreiras na integração entre RENAST e RAPS.
Tessitura das redes como prática político-institucional – ponto de partida para redes de integração como processos construídos coletivamente, articulando território, atenção à saúde e dimensões interculturais.
2. Teia das Redes – conexões, entrelaçamento e tessituras
Roda de conversa que consistirá de trocas em grupos para a construção coletiva da teia das redes de integração e cuidado. Cada grupo refletirá os seguintes temas:
Pontos de encontro das redes: onde há convergência e articulação efetiva entre políticas, serviços e atenção primária no SUS.
Desconexões das redes: lacunas, barreiras ou fragmentações que dificultam a integração.
Nós críticos: pontos estruturais ou institucionais que representam desafios persistentes para o funcionamento e entrelaçamento das redes.
Novos fios e conexões: estratégias, vínculos e iniciativas necessárias para fortalecer as tessituras de integração e a atenção à saúde mental no território.
3. Plenária crítica Sistematização de: Barreiras estruturais, Barreiras políticas, Potencialidades territoriais.
4. Síntese propositiva: Construção coletiva de princípios orientadores e proposições de articulação.
5. Diferencial da Proposta: Relevância frente à saúde pública contemporânea
A Oficina proposta toma como referência o crescimento do adoecimento mental como um dos principais problemas de saúde pública da atualidade. Aborda os desafios e barreiras das redes em reconhecer o trabalho como determinante central da saúde, destacando lacunas críticas na atenção à saúde mental na RAS.
Integração conceitual e prática
Nesta proposta se trabalha os conceitos de tessituras de redes, determinantes sociais da saúde e saúde mental no trabalho de forma articulada, com a finalidade de construir estratégias para fortalecer redes de integração entre RENAST e RAPS e outras redes da RAS. Busca favorecer o diálogo entre serviços, academia e movimentos sociais, promovendo interinstitucionalidade e articulação entre cuidado, vigilância e políticas públicas.
Metodologia participativa
A Proposta adotará dinâmica de grupos para promover análise crítica, debates e produção coletiva da Teia das Redes, evidenciando pontos de convergência, desconexão e nós críticos nas redes. Dialoga diretamente com o eixo território-ambiente-saúde, conectando práticas locais à análise crítica e a construção de estratégias integradas.
Alinhamento com a temática do congresso
Considera interculturalidade, território e contexto social, conectando o trabalho, a saúde mental e a integração das redes ao debate sobre os desafios do século XXI.
Local: Psicologia - 1º andar - Sala 1 (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: gabriela.dosreis@saude.gov.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O minicurso propõe discutir o planejamento reprodutivo centrado na pessoa no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS), tomando como referência os princípios da integralidade do cuidado, da equidade e dos direitos sexuais e reprodutivos no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Parte-se da compreensão de que o planejamento reprodutivo constitui um componente fundamental da atenção integral à saúde, devendo ser desenvolvido a partir do reconhecimento da autonomia das pessoas, de seus projetos de vida e das múltiplas determinações sociais que atravessam as experiências reprodutivas.
No campo da Saúde Coletiva brasileira, a agenda do planejamento reprodutivo está historicamente associada às lutas sociais pela ampliação de direitos, pela democratização do acesso às tecnologias contraceptivas e pela construção de práticas de cuidado comprometidas com a justiça reprodutiva e a equidade em saúde. Nesse sentido, o fortalecimento de abordagens centradas na pessoa na APS contribui para qualificar o cuidado em saúde sexual e reprodutiva, ampliando a escuta qualificada, o aconselhamento informado e a tomada de decisão compartilhada.
O minicurso abordará a consulta em planejamento reprodutivo na APS, estratégias de aconselhamento contraceptivo, ampliação do acesso a métodos contraceptivos e desafios para a incorporação de práticas de cuidado baseadas em direitos no cotidiano dos serviços. A atividade será desenvolvida por meio de exposição dialogada e problematização de situações do processo de trabalho, estimulando a reflexão crítica sobre a organização do cuidado e as possibilidades de fortalecimento dessa agenda nas políticas públicas de saúde.
Local: Psicologia - 2º andar - Sala supervisão 4 (20 pax)
Vagas: 20
INSCRIÇÃO entre em contato no email: gtenvelhecimentoesaudeabrasco@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
O GT Envelhecimento e Saúde Coletiva vem atuando ativamente nos Congressos da ABRASCO, com programação regulares nos anos de 2022 no 130 Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em Salvador; em 2023 com o coletivo temático no 90 Congresso de Ciências Humanas e Sociais em Saúde; em 2024 no 50 Congresso de Política, Planejamento e Gestão em Fortaleza; e 120 Congresso Brasileiro de Epidemiologia no Rio de Janeiro, culminando com a participação efetiva com importantes mesas e oficinas no 140 Congresso Brasileiro de Saúde Coletiva em Brasília. Nesse sentido, com vistas à consolidação do grupo e de sua atuação no campo da Saúde Coletiva, objetiva-se a realização da oficina/reunião proposta para a construção do plano diretor do GT e discussão do seu conteúdo com interface com os distintos territórios, com os direitos humanos e com a interculturalidade. Para tanto, a oficina/reunião terá início com a apresentação dos eixos do plano diretor ao grupo e a construção do seu corpus, tendo como centralidade o envelhecimento, o conceito ampliado de saúde e os direitos humanos, os territórios, a intersetorialidade e interculturalidade. Metodologicamente, serão utilizados os princípios da educação popular e as técnicas de metodologias ativas. O público da oficina serão os integrantes do GT e todas as pessoas que tenham interesse em participar do mesmo.
Local: Paulo Bürhnheim - Térreo - Sala 1 (40 pax)
Vagas: 25
INSCRIÇÃO - preencha o formulário no link: https://forms.gle/4rEUrysv3tfKX7kYA
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
As Práticas Corporais e as Práticas Integrativas e Complementares em Saúde (PICS) são estratégias fundamentais de cuidado, promoção da saúde e reflexões acerca da territorialidade. Assumimos como premissa que essas práticas podem atuar como contradispositivos ao neoliberalismo e a epistemologias coloniais, contestando a lógica da produtividade e do individualismo e criando espaços de resistência, subjetividade e coletividade. Nesse sentido, esta oficina propõe discussões e vivências das Práticas Corporais apresentadas no repertório das PICS como possibilidade de experimentação e reflexão, guiando os participantes à ampliar a compreensão do cuidado em saúde a partir de experiências corporais que envolvam diferentes culturas e expressões e à reconhecer as potências dessas práticas na valorização de territórios, de saberes locais, de experiências coletivas em saúde relacionadas com a questão da identidade, a descoberta do prazer, a relação intrínseca com o autoconhecimento, com o sentido de pertencimento, com a associação com as pessoas em determinado grupo, a tomada de consciência, educação popular em saúde e como possibilidade de movimentos de resistência que buscam subverter, recusar e reorganizar o funcionamento de dispositivos de poder. Como metodologia utilizaremos a Aprendizagem Baseada em Problemas, a Gamificação e Práticas Corporais fundamentadas nas Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares, onde os grupos participaram das experiências corporais e a partir disso, trabalham na resolução de cenários ou desafios reais. Com isso, serão realizadas discussões em grupo, construção coletiva de reflexões e socialização de propostas, buscando articular teoria, prática e experiências profissionais na produção de novos olhares sobre o cuidado em saúde.
Local: Biblioteca setorial SUL - Térreo - Auditório (50 pax)
Vagas: 50
INSCRIÇÃO entre em contato no email: joseane.duarte@saude.gov.br
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
As transformações nos modelos de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS), com a ampliação de arranjos institucionais alternativos à administração direta do Estado, têm produzido impactos relevantes nas relações e condições de trabalho em saúde, na organização territorial do cuidado e na sustentabilidade institucional do sistema. A partir das evidências da pesquisa Diagnóstico sobre as Relações de Trabalho nos Modelos de Gestão Alternativos à Gestão Direta do Estado no SUS, esta oficina propõe discutir os efeitos desses modelos sobre a precarização do trabalho, a proteção social dos trabalhadores e a capacidade regulatória do Estado.
Objetivo: analisar as relações entre modelos de gestão, condições de trabalho e sustentabilidade do SUS, promovendo a construção coletiva de estratégias para o enfrentamento da precarização e o fortalecimento do trabalho decente na saúde.
Metodologia: a oficina terá caráter participativo e será estruturada em quatro momentos: (1) exposição dialogada com apresentação de evidências da pesquisa, incluindo dados, mapas e análise histórico-normativa dos modelos de gestão; (2) grupos temáticos de trabalho organizados em três eixos – precarização, território e desigualdades; contratualização responsável e sustentabilidade institucional; trabalho decente e capacidade regulatória do Estado; (3) plenária de sistematização com construção coletiva de recomendações; e (4) registro técnico das contribuições para subsidiar análises e publicações futuras.
Público: pesquisadores(as) em Ciências Sociais e Humanas em Saúde, gestores(as) do SUS, trabalhadores(as) da saúde, representantes do controle social, movimentos sociais vinculados ao direito à saúde e estudantes interessados nas relações entre trabalho, gestão e políticas públicas de saúde"
Local: Psicologia - 1º andar - Auditório Sala 11 (80 pax)
Vagas: 80
INSCRIÇÃO entre em contato no email: rededeescolas@gmail.com
Carga horária: 8 horas
Certificado: envio do certificado é de responsabilidade do coordenador(a) da sessão.
Ementa:
A Educação Permanente em Saúde (EPS) constitui uma estratégia estruturante do Sistema Único de Saúde (SUS), orientada pela integração entre ensino, trabalho, gestão e controle social, com o objetivo de transformar práticas profissionais e qualificar o cuidado em saúde. Instituída pela Política Nacional de Educação Permanente em Saúde (PNEPS), a EPS tem sido implementada de formas diversas nos diferentes contextos do país, refletindo distintos e múltiplos arranjos institucionais no âmbito do SUS.
A atividade proposta visa disseminar e discutir resultados da pesquisa “Operacionalização da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde no Brasil: aspectos político-gerenciais e processos educativos no SUS”, desenvolvida no âmbito da Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública -RedEscola. A pesquisa analisa, em escala nacional, as estruturas de gestão, os processos formativos, as práticas educativas e os desafios relacionados à implementação da PNEPS em diferentes contextos do Brasil. Neste espaço, almeja-se promover o diálogo acerca dos processos de implementação da PNEPS nos diferentes contextos, refletir coletivamente sobre os desafios e potencialidades da EPS e construir proposições e recomendações voltadas ao fortalecimento da EPS no Brasil.
A atividade será organizada como um seminário dialogado, envolvendo apresentação dos resultados do estudo e debate com pesquisadores, gestores, trabalhadores do SUS, representantes de instituições formadoras e estudantes. Espera-se promover um espaço de reflexão coletiva sobre os caminhos para o fortalecimento da EPS, destacando o papel das Escolas do SUS e das redes de formação na consolidação da política.
Realização: