Programa - Outras Linguagens - OL4 - Territórios Rurais, Amazônia e Cuidado em Saúde
19 DE SETEMBRO | SÁBADO
13:10 - 14:40
13:10 - 14:40
CANOAS SUSPENSAS NO PULSO DO RIO E A (DES)VALORIZAÇÃO DOS SABERES TRADICIONAIS AMAZÔNIDAS
Outras Linguagens
1 UEA - ESA
2 UEA - ENS
Processo de escolha do tema e de produção da obra
A produção das obras surgiu como parte de um ensaio temático sobre saberes tradicionais de saúde, decolonialidade e Amazônia. Diante da possibilidade de produzir um material acadêmico com menos rigidez e exploração de recursos, foram desenvolvidas três ilustrações. Cada ilustração traduz uma concepção específica da articulação analógica entre saberes, decolonialidade e os níveis da maré do rio.
Objetivos
Explorar, por meio de ilustrações metafóricas, a articulação entre saberes tradicionais de saúde, decolonialidade e as dinâmicas ecológicas da Amazônia, transformando conceitos teóricos em imagens que comunicam resistência, apagamento e potência epistêmica.
Ano e local da produção
Criadas em setembro de 2025, na cidade de Manaus.
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A primeira, “Canoas que não navegam, mas transportam vida”, representa uma situação real de moradores/as da comunidade de São João, no município de Atalaia do Norte. Eles vivem em um ecossistema de várzea no trecho do Alto Solimões. Essa população foi estudada em 2008, na pesquisa sobre saberes tradicionais e conservação de plantas medicinais de minha orientadora, Priscila Freire. A suspensão dessa horta medicinal em canoas é necessária para que as plantas não faltem e se conservem em época de cheia; nesse contexto, durante a seca, essas canoas tornam-se suspensas e, em nenhuma das fases, navegam pelo rio. A dinâmica dessa situação me fez inferir, na suspensão da horta em uma canoa, a busca da decolonialidade em preservar saberes situados, inclusive de saúde. A imagem surge como metáfora de resistência diante do epistemicídio de saberes tradicionais. A canoa suspensa torna-se este símbolo, pois permite a manutenção desses conhecimentos e a preservação das plantas mesmo diante de mudanças incontroláveis.
Link: https://drive.google.com/file/d/1hkpIluvKyl8Rii3lxwSAUrMkbwglItiA/view?usp=drive_link
A ilustração “Onde a vida insiste, tudo resiste” representa a resistência frente à “seca”. A seca simboliza a deslegitimação de conhecimentos não hegemônicos para o cuidado e a cura. A denúncia decolonial explica como esses saberes foram apagados ou apropriados pela noção de superioridade europeia, classificando-os como inferiores e não modernos, o que silenciou cosmovisões e subjetividades. A Amazônia foi palco desses apagamentos, onde populações foram exterminadas junto aos seus conhecimentos. Aqueles/as que resistiram à estrutura colonial lutam para manter suas tradições e ontologias vivas, sendo os brotos em meio à seca epistêmica. O período de seca na Amazônia impacta as comunidades ribeirinhas, cuja sobrevivência e logística dependem do regime dos rios. A estiagem paralisa o transporte de insumos e a mobilidade local, atingindo níveis críticos como os registrados em 2024, quando o rio marcou 12,66 metros, de acordo com dados do G1 Amazonas.
Link: https://drive.google.com/file/d/1tYZWgVsHibsoj-Vs6nrsh8L2Zlwn3EDW/view?usp=drive_link
A ilustração “Canoa que navega horizontes para a cura”, com a imagem da canoa horta navegando pelo rio, dialoga com a cheia. Esta, que originalmente motiva a suspensão, é aqui interpretada como a decolonialidade ao descentralizar a hegemonia e pluriversalizar epistemes. É o momento em que a canoa entra em contato com a água e tem a oportunidade de navegar. Assim, a canoa já não está mais suspensa para se proteger e pode, através da maré alta, carregar seus saberes como legítimos, ganhando horizonte. Afinal, apesar de sua nova função de horta, uma canoa foi feita para navegar. Compreender como se conservaram e como navegam esses saberes tradicionais, à luz da decolonialidade, compõe os esforços da minha dissertação. Considero, nesse processo, às “canoas suspensas”, como metáfora da resistência das mulheres indígenas como as guardiãs geracionais de saberes ancestrais e situados que persistem ao epistemicídio, ao colonialismo e ao patriarcado, detendo a potência epistêmica necessária às demandas ecológicas da região e de suas etnias.
Link: https://drive.google.com/file/d/1mSBZCiVhEPiJNiVhpfntDN7T5T2j5X4U/view?usp=drive_link
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
A apresentação será via exposição visual, assim, solicita-se estrutura básica de projeção digital (Data Show e computador), na qual as ilustrações serão apresentadas em formato de lâminas sequenciais (slides) junto a articulação oral.
Breve biografia do/a autor/a
Antonya Ramos é enfermeira manauara e mestranda em Saúde Coletiva pela UEA-ESA. Sua escrita nasce de uma inquietação surgida na graduação sobre o distanciamento entre as epistemes biomédica e tradicional, lacuna contraditória para o contexto amazônico. Atualmente, pesquisa decolonialidade, saberes tradicionais e mulheres indígenas, e teve sua investigação atravessada pelo cenário da “canoa suspensa”, descrito na obra de Priscila Freire. Para além do texto acadêmico, Antonya busca expressar suas reflexões por meio da linguagem visual.
O ENVELHECER NO NOVO REMANSO: NARRATIVAS VISUAIS DO ENVELHECIMENTO E “TEMPO” DE ESPERAS: REFLEXÕES SOBRE O ACESSO À SAÚDE NA AMAZÔNIA RURAL
Outras Linguagens
1 ICET -UFAM / ILMD - Fiocruz
2 ILMD - Fiocruz
3 ILMD - Fiocruz/ ESA - UEA
Processo de escolha do tema e de produção da obra
A série fotográfica aqui apresentada surgiu do transbordamento de uma pesquisa acadêmica tradicional. Durante a coleta de dados de um projeto de Tese do Doutorado em Saúde Pública na Amazônia (FIOCRUZ), que investigava os fatores associados ao uso de serviços de saúde, por indivíduos idosos, em uma comunidade rural do Médio Rio Amazonas. Percebeu-se que o questionário e variáveis epidemiológicas eram insuficientes para captar a complexidade do “acesso” naquela comunidade.
A escolha do tema visual partiu da necessidade de registrar o que estava nas entrelinhas das entrevistas: o esforço do corpo envelhecido em um território rural, urbanizado. As imagens foram produzidas de forma espontânea, capturando momentos em que a conversa pausava e a paisagem falava, utilizando o olhar etnográfico para mediar a relação entre o pesquisador, a pessoa idosa e o meio ambiente.
Objetivos
O ensaio tem como objetivo visibilizar as barreiras geográficas e simbólicas, mas também as potências de vida e resiliência de pessoas idosas residentes em áreas rurais amazônicas. Busca-se, através da imagem, humanizar os dados estatísticos sobre o uso do Sistema Único de Saúde (SUS), revelando a logística cotidiana que condiciona o direito à saúde nesta região.
Ano e local da produção
As fotografias foram produzidas entre os meses de agosto e outubro de 2023, na Vila de Novo Remanso (município de Itacoatiara), uma comunidade rural, localizada à margem esquerda do Rio que recebe o nome do estado, Amazonas.
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A obra dialoga diretamente com o tema do congresso ao tensionar a relação entre "Ambiente" e "Saúde". No contexto amazônico, o território não é apenas um cenário, mas um agente determinante de processos saúde-doença-cuidado-cura. As fotos demonstram a diversidade socioeconômica encontrada na comunidade, as vulnerabilidades de acesso ao saneamento básico, por exemplo, demarcando um bom indicador de desigualdade social. Destacam a resiliência do indivíduo idoso residente em área rural que não tem o envelhecimento como limitante para as atividades cotidianas. A vida na Amazônia, o tempo ou o passar dele, não é homogêneo. Se entregar ou acomodar, não é uma alternativa. Revelam ainda que o "acesso" ao serviço de saúde, para o idoso rural, é uma travessia física e cultural, e as distâncias devem ser vislumbradas como uma categoria de vulnerabilidade social.
Ao retratar os caminhos percorridos pela população, a obra expõe a necessidade de um SUS que seja, de fato, universalizado: que compreenda as limitações e desafios advindos do envelhecimento. As imagens confrontam a lógica urbana e burocrática dos serviços de saúde com a realidade de quem depende de um acompanhante, da estabilidade de uma trilha de barro para alcançar uma consulta médica. É um convite à reflexão sobre como as políticas públicas podem ser desenhadas respeitando a singularidade desses territórios, promovendo um cuidado que não desvincule o sujeito de seu ecossistema. Para além disso, devemos refletir sobre os impactos e mudanças nas vidas destes idosos a partir das mudanças climáticas, pois todos os acessos para garantir uma vida razoável ficam comprometidos.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Formato: Ensaio visual digital em alta resolução, organizado em looping com transições suaves.
Suporte: Exibição em totem digital ou projetor multimidia.
Link de acesso: https://drive.google.com/drive/folders/1QkgrHdWii3wfwAoSRmPutRvugAmxMPlR?usp=sharing
Breve biografia do/a autor/a
Farmacêutica, Doutora em Saúde Pública na Amazônia (Fiocruz), professora na UFAM (ICET), atua na Saúde Coletiva. Sua produção científica e docente é marcada pela interdisciplinaridade. Sua trajetória destaca-se pela interface entre saúde e meio ambiente, dinâmicas ecossistêmicas amazônicas na saúde das populações locais. Fotógrafa amadora, é engajada na formação científica regional, unindo o compromisso com o fortalecimento do SUS e com a produção de conhecimento voltado às especificidades socioterritoriais da região amazônica.
NARRAR BERENICE NO PRESENTE: UMA HISTÓRIA ILUSTRADA SOBRE TRANSMISSÃO VERTICAL, CUIDADO INTEGRAL E ENGAJAMENTO COMUNITÁRIO NA DOENÇA DE CHAGAS
Outras Linguagens
1 CUIDA Chagas, INI-Fiocruz
2 CUIDA Chagas, INS, Colômbia
3 CUIDA Chagas, INLASA, Bolívia
4 CUIDA Chagas, SENEPA, Paraguay
Processo de escolha do tema e de produção da obra
O projeto CUIDA Chagas é uma iniciativa internacional voltada à ampliação do diagnóstico, tratamento e cuidado integral da doença de Chagas (DC), com ênfase na eliminação da transmissão vertical e no fortalecimento de estratégias territorializadas de comunicação e engajamento comunitário. Nesse contexto, e no marco do Dia Mundial da DC 2026, foi desenvolvido no Brasil o primeiro capítulo da história ilustrada “Berenice e a doença de Chagas: A descoberta”, concebida como material de informação, educação e comunicação para públicos infantojuvenis, famílias, escolas e comunidades.
A escolha do tema partiu do reconhecimento de que a DC segue marcada por invisibilidades, estigmas e narrativas restritas, enquanto a transmissão vertical permanece pouco debatida no cotidiano comunitário e institucional. Inspirada na figura de Berenice, primeira criança diagnosticada por Carlos Chagas, a obra a reinscreve no presente não como reconstituição histórica, mas como chave narrativa para afirmar a centralidade das pessoas acometidas, das crianças, das mulheres e de suas redes de cuidado. O processo criativo foi interdisciplinar e colaborativo, articulando comunicação em saúde, revisão técnica, elaboração pedagógica e construção estética. Envolveu criação de universo narrativo, personagens, roteiro, projeto gráfico e adequação de linguagem ao contexto brasileiro. A construção de Berê como protagonista infantil parda, situada em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, expressa uma escolha por representatividade, proximidade cultural e valorização do cotidiano como espaço legítimo de produção do cuidado.
Objetivos
Construir uma linguagem acessível, sensível e tecnicamente consistente para ampliar o debate público sobre transmissão vertical, cuidado integral e engajamento comunitário na DC. Buscou-se produzir um material capaz de favorecer identificação, circulação social da informação e diálogo intergeracional, para que crianças, famílias e comunidades possam falar sobre o tema sem reproduzir medo, culpa ou estigma. Também se objetivou apoiar ações educativas em escolas, serviços e territórios.
Ano e local da produção
Produzida em 2026, no Brasil, com ambientação em uma pequena cidade do interior de Minas Gerais, no contexto das ações do CUIDA Chagas para o Dia Mundial da DC. O primeiro capítulo integra uma proposta seriada sobre cuidado integral e serviu de base para adaptações em outros países do projeto: Colômbia, Paraguai e Bolívia.
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
A narrativa se organiza a partir de um percurso relacional: a informação surge na escola, atravessa a conversa familiar e se desdobra na busca pela unidade de saúde. Esse percurso afirma uma concepção de cuidado produzida em rede, envolvendo circulação de informação, escuta, fortalecimento de vínculos e articulação entre comunidade e serviços. Ao apresentar a DC a partir da experiência de uma menina e de seu entorno, a obra desloca o foco do evento patológico isolado para as condições sociais, afetivas e institucionais que tornam possível reconhecer, nomear e acompanhar a doença.
A história ilustrada dialoga com a saúde coletiva ao propor uma abordagem relacional, territorial e orientada por direitos. Também se aproxima da educação popular em saúde ao reconhecer que o conhecimento se constrói na relação entre informação qualificada, experiência vivida, escuta e diálogo. Escola, família e unidade de saúde aparecem como espaços complementares de produção de sentidos e continuidade do cuidado.
Ao tomar a transmissão vertical como eixo, a obra contribui para ampliar o debate sobre uma dimensão ainda pouco visibilizada da doença, articulando-a ao cuidado integral e à proteção das próximas gerações. Nessa chave, o material não opera apenas como recurso educativo, mas como dispositivo de sensibilização e mobilização, capaz de apoiar ações comunitárias e fortalecer uma narrativa pública mais situada, acessível e comprometida com o direito à saúde. Dialoga, assim, com o tema do congresso ao afirmar a história ilustrada como linguagem legítima para comunicar temas complexos, disputar invisibilidades e aproximar saberes técnicos, experiências vividas e práticas comunitárias de cuidado.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Exposição oral com projeção digital em PDF das páginas da obra, acompanhada de comentário analítico sobre processo criativo, escolhas narrativas e possibilidades de uso em atividades educativas e comunitárias. Suportes necessários: Computador e projetor multimídia.
Breve biografia do/a autor/a
Gerente da Área de Comunicação e Engajamento Comunitário do projeto CUIDA Chagas/INI-Fiocruz, com atuação em comunicação em saúde, participação comunitária e produção de estratégias narrativas para ampliação do direito à saúde.
TOUR NO MORRO: SAÚDE COLETIVA E TURISMO DE EXPERIÊNCIA PELO PET SAÚDE EQUIDADE EM JESUS DE NAZARETH
Outras Linguagens
1 UFES
Processo de escolha do tema e de produção da obra
O Programa de Educação Tutorial Saúde (PET-Saúde) Equidade, em seu Eixo 1: Valorização das trabalhadoras e futuras trabalhadoras no âmbito do SUS, gênero, identidade de gênero, sexualidade, raça, etnia, deficiências e as interseccionalidades no Trabalho na Saúde, realizou trabalho adjunto entre a Universidade Federal do Espírito Santo e o Núcleo de Prevenção de Violências e Promoção da Saúde (NUPREVI), serviço vinculado à Vigilância Epidemiológica do município de Vitória, Espírito Santo. Dentre suas ações, realizou intervenções de mobilização em parceria com a Unidade Básica de Saúde de Jesus de Nazareth, estreitando relações de cuidado com os Agentes Comunitários de Saúde para ampliação do olhar de promoção da saúde no território. Dentre os trabalhos realizados, tornou-se possível o reconhecimento dos fazeres locais do território, tal qual suas produções de valorização comunitária e seus agentes de transformação e mobilização, com objetivo de projetar outros olhares para Jesus de Nazareth.
Em parceria com Fernando Martins, líder do projeto "Tour no Morro": Turismo de Experiência em Jesus de Nazareth (https://tournomorro.com.br/experiencia), foi possível realizar o tour por seu território para compreender a complexidade de atuação de agentes em saúde, ao mesmo tempo que conhecíamos as produções culturais, intervenção de arte urbana, artistas oriundos do território, o direito à margem da Baía de Vitória, o direito à cidade e o direito à saúde ampliada sob a base dessas ferramentas já existentes na comunidade. Esse caminho foi registrado em forma de vídeo e, posteriormente, construída, de forma coletiva, a narrativa que o mini-documentário carregaria. O produto alcançado só tornou-se possível por intermédio de um diálogo ativo de todas as partes envolvidas no projeto audiovisual.
[ASSISTA AQUI: https://www.youtube.com/watch?v=ToTnGI8PHzA&t=59s]
Objetivos
Ampliar o olhar sobre a promoção da saúde no território de Jesus de Nazareth, Vitória, Espírito Santo, por meio de uma ferramenta audiovisual, tornando visível o afeto, os saberes populares da comunidade, o pertencimento, a produção de cultura e de conhecimentos tecidos pelas redes de solidariedade, lideranças locais e comunidade ativa.
Ano e local da produção
A experiência foi realizada entre os meses de setembro de 2025 e abril de 2026.
Análise crítica da obra relacionada à Saúde Coletiva e ao tema do Congresso
O contato direto com o território mostrou que as situações de vulnerabilidade vão além de dados epidemiológicos, se constroem nas precárias condições de moradia, nas barreiras de acesso a bens e serviços e nas violências cotidianas. Ao mesmo tempo, a comunidade demonstrou que vulnerabilidade não é passividade: redes de solidariedade, lideranças locais e saberes populares produzem saúde de formas singulares, que o sistema formal frequentemente ignora.
A criação do documentário foi um dispositivo pedagógico que exigiu escolhas éticas, como retratar o território sem reforçar estigmas. O aprendizado mais profundo, porém, veio da própria comunidade: saúde se produz no afeto, na cultura e no pertencimento. A experiência confirmou a perspectiva freireana de que a educação é sempre uma via de mão dupla. Comunidades quilombolas, favelas, periferias das grandes cidades, em assentamentos rurais, em territórios indígenas e ribeirinhos, em bairros de imigrantes. Em cada um desses lugares, há histórias de resistência e de adoecimento, de cuidado invisível e de abandono institucional que merecem e precisam ser narradas. A produção do mini documentário, como ferramenta de educação em saúde, tem a potência de tornar visível o que os indicadores nem sempre são capazes de desvelar.
Formatos e suportes necessários referentes à apresentação
Torna-se necessário para exibição um aparelho televisivo ou projetivos com saída de áudio. Para acessibilidade torna-se necessário, se possível, o acompanhamento em Libras (Língua Brasileira de Sinais.)
Breve biografia do/a autor/a
Finalista nas Ciências Sociais (UFES), pesquisador-artista-educador no Cais das Artes e cineasta, iniciei a trajetória de pesquisa pelo curso de extensão intitulado "Combate ao Racismo Ambiental e Enfrentamento as Mudanças Climáticas", inciativa inédita do Instituto de Pesquisa Negra Peregum (com parcerias Iyaleta e UFBA - Universidade Federal da Bahia), resultando em um artigo publicado "Racializando o Olhar sob um Desastre Capixaba em 1985". Membro-pesquisador (2022-2023) do Grupo de Estudos e Pesquisa em Populações Pesqueiras e Desenvolvimento no ES – (GEPPEDES), membro-pesquisador (2023-2026) do Laboratório de Pesquisas em Política Ambiental e Justiça (LAPAJ). Atualmente sua obra audiovisual "Como Matar Para Viver" circula nos festivais de artes integradas como Festival MC Cidade (2025), ganhando a premiação de melhor filme.
Realização: